Radialistas cristãos questionam presidente do SJ-Madeira

Um comunicado da ARIC- Associação de Rádios de Inspiração Cristã vem repudiar recentes declarações do presidente do Sindicato dos Jornalistas da Madeira, António Macedo Ferreira, prestadas numa audição na Assembleia Regional da Madeira no âmbito da comissão especializada permanente de política geral e juventude.

“Ao afirmar que as rádios na Madeira estão mortas, evidencia um total desconhecimento da forma como as rádios madeirenses funcionam, apresentando o ponto de vista do jornalista profissional que é e ignorando que a rádio engloba vários outros profissionais. Quando afirma que as rádios são deploráveis, embora seja uma opinião pessoal de alguém que preside a um órgão institucional, fere os jornalistas e radialistas. É com muito esforço e dedicação que as direções das rádios tentam diariamente manter vivas as emissoras e com estas, os postos de trabalho. De resto, os últimos estudos revelam que as rádios são, em tempos
de pandemia, o meio de comunicação mais confiável”, diz a ARIC.

“É certo que o vaticínio da morte da rádio assumido pelo Sr. Presidente da delegação regional, é controversa. Até pode mesmo ser considerada uma força de expressão “infeliz”, no entanto importa afirmar que segundo a perceção da Aric – Associação de Rádios, as emissoras na Madeira não estão mortas. As Rádios têm dificuldades? Claro que têm, mas daí até serem consideradas mortas vai um passo de gigante. E do que estamos a falar quando nos referimos às Rádios da Madeira? Numa primeira abordagem na Região Autónoma da Madeira o universo das rádios
está ligado à vida de pessoas. Ou seja, estamos a falar em cerca de 90 profissionais dos quais se contam 23 Jornalistas”, refere a ARIC.

“Todos estes profissionais de um modo ou de outro criam riqueza. Não só porque são a informação, são a companhia e são parte integrante da vida dos ouvintes da rádio. Para além disto, estas nove dezenas de pessoas conseguem viabilizar o negócio quer das emissoras, incluindo as do Estado, quer também os negócios dos clientes de publicidade, que elegem a rádio como meio de comunicação preferencial. Em nome destes noventa profissionais, em nome das suas famílias, em nome dos anunciantes que elegem a rádio como meio de transmissão de mensagens, em nome das populações que veem a realidade das suas vidas transmitida diariamente pelas ondas hertzianas, em nome de quem escolhe a radio para pedir a musica que quer ouvir, quer seja através da votação nos tops,
quer seja nos discos pedidos, em nome de quem interage regularmente com as redes sociais das rádios, gostaríamos de dizer que a Rádio na Região Autónoma da Madeira, não está morta tal como não estão mortas as pessoas que dela dependem e com as quais nos cruzamos diariamente nas ruas”, refere o comunicado.

“Quando o presidente do sindicato da delegação regional da madeira alega precariedade no jornalismo, relembramos que o contrato colectivo de trabalho da classe está tão obsoleto que a um jornalista de primeiro grupo, está atribuído um valor inferior ao salário mínimo. E não deveria ser papel do sindicato procurar alterar esta situação? Quem pensa que a lei da Rádio em vigor ainda é a de 2001, é natural que esteja equivocado e completamente desfasado da realidade do sector”, conclui a ARIC.