Albuquerque diz que empresas não podem ver moratórias findar subitamente

O líder do executivo madeirense voltou hoje a sublinhar que o alargamento de “alguns horários, incluindo o da restauração”, é uma mera hipótese a ser ponderada, findos dois ciclos de incubação (14 dias) sobre a instauração de um outro horário de recolher obrigatório. O governante falava à margem de uma visita efectuada ao Museu Quinta das Cruzes, respondendo a questões dos jornalistas. “Se continuarmos como até agora, com contenção e as pessoas a cumprirem… vai correr bem”.

Hoje iniciou-se a vacinação do pessoal ligado à hotelaria e ao turismo, em múltiplas e variadas funções, que incluem os carreiros do Monte. Porém, pretende-se que os grupos prioritários continuem a ser vacinados primeiro, sublinhou. Por outro lado, comentando medidas e garantias do Governo da República às empresas, comentou que “se cessarem repentinamente as moratórias, vamos ter aqui um problema muito grave”. Daí que considerou estas medidas importantes para as empresas, inclusive as dependentes do turismo, que haja um “balão de oxigénio” para que as firmas não gastem toda a sua contabilidade a pagar dívidas. “Espero que o Governo a concretize, e com certeza será alargada aqui à Região”, afirmou.

Miguel Albuquerque esteve hoje no Museu das Cruzes, para visitar obras “importantíssimas” que ali foram realizadas. “São obras que não são visíveis, mas que são fundamentais”, declarou.

De acordo com Albuquerque, a primeira fase consistiu na consolidação da ala sul do museu, em termos estruturais, e custou mais de 100 mil euros. A segunda fase representou por outro lado um investimento de 215 mil euros, e contemplou drenagens, arranjo de todas as infiltrações no prédio e um novo tanque de rega nos jardins.

As estacarias, as próprias estruturas de suporte do edifício, já acusavam a idade e necessitavam de reforço, explicou o presidente, que entende que este “é um dos melhores museus de artes decorativas do país”.

“É um museu muito ecléctico e que deve ser visitado pelos madeirenses”, recomendou. Já é um dos mais visitados do ponto de vista turístico, garantiu. Salientou, por outro lado, a par da política de “aquisições criteriosas”, as doações que a instituição tem recebido, particularmente de famílias britânicas.