Albuquerque não quer “abandalhamento” do recolher obrigatório

O líder do executivo madeirense considerou hoje, em declarações prestadas à margem de uma visita a uma obra em Câmara de Lobos, que as medidas ontem anunciadas para aliviar a pressão das medidas profilácticas para a Covid-19 “vêm no momento certo”, e as expectativas são positivas, embora tal dependa da evolução da pandemia. “Não podemos ser excessivamente optimistas”, declarou. A Madeira está, admitiu, na expectativa da reabertura em breve dos mercados turísticos.

Quanto à fiscalização do cumprimento dos novos horários de recolher obrigatório, às 23 horas, Albuquerque declarou que será efectuada, pois o alargamento do horário para andar na rua “não significa o abandalhamento”. No entanto, salientou que hoje em dia, “os próprios proprietários dos bares e restaurantes são os primeiros, quando têm um excesso de pessoas”, a tomar medidas e inclusive a avisar as Actividades Económicas. “Toda a gente está ciente de que este é um período crítico, crucial”, considerou. “Se cumprirmos as regras, se não houver abusos, se não houver relaxamento, todos ficaremos a ganhar”.

Miguel Albuquerque considerou a obra visitada hoje como uma das mais importantes para o concelho de Câmara de Lobos. Financiada pelo fundo de coesão, trata-se da ligação entre o Estreito de Câmara de Lobos e o Jardim da Serra, e entre o Estreito e o Covão. Estas acessibilidades deverão ficar concluídas em Novembro do próximo ano. São 17 milhões de euros do fundo de coesão.

Entretanto, e para a ligação ao Curral das Freiras, foi lançado o concurso para a realização de um estudo prévio, disse o presidente do Governo Regional. O estudo deverá ser desenvolvido num prazo de dois anos. A ligação ao Curral, acrescentou, terá efeitos multiplicadores em termos turísticos e económicos.


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