Sindicato alerta para problemas das ajudantes domiciliárias

O Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritório e Serviços de Portugal, CESP, reuniu-se com a secretária regional da Inclusão e Serviços Sociais da Região, no âmbito da Semana da Igualdade da CIMH da CGTP-In, para expor a situação das trabalhadoras das IPSS, mais concretamente das ajudantes domiciliárias, no que
concerne às condições laborais e de saúde.
“Colocámos as situações das quais estas profissionais estão mais expostas, nomeadamente a doenças profissionais e acidentes de trabalho, que decorrem sobretudo da sobrecarga de trabalho e da falta de condições para exercer as funções”, refere a estrutura sindical.
“Realçamos que a falta de pessoal ao serviço reflecte-se na maior sobrecarga de trabalho, que também contribui para as situações das doenças profissionais.
A escassez de pessoal é sobretudo o motivo que leva as IPSS a não colmatar as ausências das trabalhadoras motivadas por doença ou férias, situações que contribuem para agravar a situação das trabalhadoras, e, em nada beneficia no serviço prestado. Solicitámos que, dentro das competências da Secretaria, sejam tomadas as diligenciadas para a avaliação dos riscos das doenças profissionais desta profissão, e, tomadas as medidas necessárias para a prevenção das causas das doenças profissionais e dos acidentes laborais”, refere uma nota do Sindicato.
“Dado o elevado risco desta profissão para Doenças Profissionais, sugerimos a necessidade de implementação de um Seguro de Saúde”, refere ainda um comunicado do mesmo.
A falta de trabalhadoras para fazer face às solicitações é consensual. A governante
informou que estão a ser contratadas mais (30) trabalhadoras, contudo tem também a consciência que é um número muito reduzido para as necessidades existentes.
Augusta Aguiar ficou de analisar nomeadamente na contratação de mais trabalhadoras, o estudo sobre os riscos das doenças profissionais e a implementação do Seguro de Saúde.