Feira do Livro em Novembro será dedicada a José Saramago

O edil do Funchal, Miguel Gouveia, acompanhado pela Vereadora da Cultura, Madalena Nunes, recebeu hoje, nos Paços do Concelho, Violante Saramago Matos, filha de José Saramago, que doou à CMF toda a obra publicada do escritor. “São mais de 30 os livros cedidos, de uma edição que conta nas suas capas com títulos manuscritos por diferentes autores”, refere uma nota.

Miguel Gouveia agradeceu “pela oferta deste património incontornável, não só da cultura portuguesa, mas também da literatura europeia e mundial. Estes pensamentos escritos de José Saramago agora enriquecem o património cultural do município e ficarão disponíveis a todos os funchalenses, e madeirenses, na Biblioteca Municipal do Funchal.”

“A oferta desta obra acaba por simbolizar também a forma agregadora como a Cultura deve sempre estar. Estar para si, estar para os outros e estar para o Mundo. Cada um destes livro possuí o título com a caligrafia de um autor diferente, todos em torno de Saramago, procurando prestar o seu tributo àquele que foi um dos maiores escritores Portugueses e Prémio Nobel da Literatura em 1998, o que também nos orgulha sobremaneira”, disse.

O edil funchalense adiantou, na ocasião, que a próxima edição da Feira do Livro do Funchal, que irá acontecer de 12 a 21 de Novembro, terá como tema central a vida e obra de José Saramago. “No mês em que o escritor completaria 99 anos, a CMF vai associar-se ao centenário do seu nascimento, que se inicia em Novembro e decorre ao longo de 2022, fazendo a Feira do Livro do Funchal em torno desse vulto maior da literatura portuguesa que foi José Saramago.”

“Posso adiantar que teremos uma conversa entre filha, Violante Saramago Matos, a companheira e Presidente da Fundação José Saramago, Pilar del Río, e Carlos Reis, responsável pela programação do centenário. Acreditamos que será uma Feira memorável e que temos todos os motivos para poder reunir em torno de uma obra que fala, para além de espaço e de tempo, fala sobre pessoas, sobre aquilo que somos e sobre aquilo que sentimos. Tudo isso é intemporal”, acrescentou.