Meio milhão de euros para recuperar espaço da “Mata da Nazaré”

O vice-presidente do Governo Regional, Pedro Calado, visitou hoje a requalificação da denominada “Mata da Nazaré”, nas proximidades daquele bairro. O espaço, disse Calado, foi entregue pela CMF em Março de 2020 à gestão da IHM, que “naturalmente desenvolveu um projecto para requalificar todo este espaço verde”.

O dito projecto “é muito positivo para toda a população”, afirmou. De acordo com o governante, já estão a decorrer concursos para a primeira fase da requalificação. Daqui a três meses estará terminada a primeira fase do concurso e iniciar-se-á a obra, que deverá ficar concluída até meados do próximo ano. Será instalada uma cafetaria e um espaço para as crianças poderem divertir-se. Prevê-se também a instalação de vários equipamentos de manutenção e exercício físico. Na zona sul do jardim ficará um coreto para que se possam fazer apresentações artísticas. A mobilidade de pessoas em cadeiras de rodas ou a circulação de carrinhos de bebés será acautelada.

Há um número estimado de 4500 pessoas das proximidades, em São Martinho, que poderão usufruir deste espaço, sem prejuízo da mata estar aberta a toda a população funchalense.

Este investimento, disse Pedro Calado, é superior a meio milhão de euros.

Questionado sobre quando serão aliviadas as restrições aos espectáculos culturais, o vice-presidente do Governo respondeu “logo que estejam criadas as condições de segurança”, no âmbito da situação pandémica que temos vindo a viver. Remeteu eventuais medidas para aliviar as restrições “para depois da Páscoa”.

Ao mínimo deslize, avisou, poderá voltar a haver um aumento do número de casos, pelo que há que ter cuidado para não estragar os esforços que entretanto foram feitos.

Na ocasião, Calado foi confrontado pelos jornalistas com números avançados pela Lusa, dando conta de que cerca de vinte hotéis estarão à venda na Madeira. Respondendo, disse desconhecer, mas apontou que na RAM “sempre houve unidades hoteleiras à venda”, mesmo em períodos melhores da nossa economia.

Nas actuais circunstâncias, admitiu, “é evidente que há sempre negócios que se reequacionam”.