Teófilo Cunha também em visita a empresas: amanhã vai à “Ilha Peixe”

O secretário regional do Mar e Pescas, Teófilo Cunha, visita amanhã, dia 10, a empresa Ilha Peixe, com sede no Caminho do Cais, 18, sítio das Lajes, Porto Novo. A visita inicia-se às 10h30.

A Ilha Peixe – Sociedade de Peixe da Ilha, Lda. – é, de acordo com uma nota governamental, uma empresa líder na Região e, muito em particular, na sua área de actividade, a produção, transformação, comercialização e distribuição de produtos frescos e congelados da fileira das pescas.

Iniciada em 1992 pela mão de José Ornelas, um antigo empregado do ramo das carnes de Câmara de Lobos que em pouco mais de 25 anos se tornou num empresário influente na área das pescas, a empresa apresenta actualmente uma faturação acima dos 20 milhões de euros por ano.

O dinamismo da empresa na economia regional encontra expressão nos cerca de 20 milhões de euros de faturação, em 2020, e nos 103 postos de trabalho que assegura.

Com mais de 3 milhões de euros de compras em produtos como a espada, o atum, patudo e voador, gaiado e lapas, a empresa de transformação e comercialização apresenta, nas vendas totais e por zonas, mais de 11 milhões de euros na Região, 4 milhões na Europa (Espanha, Bélgica, França, Reino Unido, Luxemburgo e Suíça) e 3 762 milhões de euros nos Açores.

Empresa pioneira na aquacultura, fez uma aposta da produção de dourada fresca, com o objectivo de criar uma alternativa à importação de pescado, de forma a assegurar o consumo na Madeira de produtos de origem regional.

A Ilha Peixe possui uma rede de produção de dourada da Madeira no Caniçal (8 jaulas) e no Campanário (20 jaulas).

Desde que a Ilha Peixe foi implementada, assistiu-se a uma maior abertura e aceitação para o consumo do peixe-espada preto, sob a forma de filete e posta.

Apesar do peixe-espada preto ser desde sempre o mais comercializado pela Ilha Peixe, actualmente a empresa apresenta uma grande variedade de espécies de peixe e mariscos selvagens e de aquicultura, frescos e congelados.

A insularidade é também uma desvantagem, na medida em que o transporte encarece grandemente os produtos para exportação. Apesar disso, existem apoios do POSEIMA que tornam possível à empresa entrar no mercado da exportação.