Venezuela expulsa embaixadora da UE Isabel Brilhante Pedrosa

A Venezuela deu 72 horas para que a embaixadora da União Europeia no país, Isabel Brilhante Pedrosa, de nacionalidade portuguesa, abandone aquele território. Recorde-se que o parlamento venezuelano, de maioria “chavista”, tinha aprovado por unanimidade uma resolução que pede ao Governo do presidente Nicolás Maduro que declarasse “persona non grata” Isabel Pedrosa.

A razão prende-se com o facto de a União Europeia ter adicionado 19 pessoas à lista de sanções contra personalidades do Governo venezuelano. A decisão foi considerada pelo Governo de Maduro como “errática” e atribuída ao “fracasso dos planos intervencionistas” europeus.

O presidente do parlamento disse levantar as suas duas mãos “para condenar uma acção contra venezuelanas e venezuelanos, sanções que são contra a soberania da Venezuela, contra o nosso gentilício de seres humanos dignos, leais à pátria de Bolívar (Simón)”.

“Submeto à consideração também que (…) levemos [uma queixa] à Comissão de Direitos Humanos das Nações Unidas, que se está atentando contra os Direitos Humanos das venezuelanas e venezuelanos, através da acção dessas medidas coercitivas unilaterais, ilegais, grosseiras, criminosas”.

Esta é a segunda vez que a Venezuela declara a representante da União Europeia na Venezuela, a diplomata portuguesa Isabel Brilhante Pedrosa, persona non grata.

Em 29 de Maio de 2020, Maduro, ordenou a sua expulsão, dando-lhe o mesmo prazo: 72 horas para abandonar o país. Depois recuou na decisão.

Bruxelas sancionou mais 11 funcionários de Caracas, o que enfureceu o Governo e a maioria chavista no parlamento.