O mundo em estado de guerra

Rui Marote
Uma guerra sem armas e balas. Uma guerra sem soldados. Uma guerra sem fronteiras. Uma guerra sem acordos de cessar fogo. Uma guerra sem um teatro de guerra. Uma guerra sem zonas sagradas. O exército nesta guerra não tem piedade. O inimigo invisível, chama-se coronavírus, e a doença que causa a Covid -19…
A todas as horas somos bombardeados através da “caixinha mágica” com mentiras, contradições, corrupções em todo o Globo. Os governos não se entendem, os bons políticos escasseiam. Vejam o que se passa com as vacinas: verdadeira “roda dos milhões”, em que tudo se resume a números. A União Europeia aprovou a Vacina da AstraZeneca que chega a Portugal a 9 de Fevereiro, mas Alemanha e a Itália não quer idosos com mais de 65 anos nas prioridades, por preocupação com a falta de dados sobre a eficácia da vacina. A chanceler Angela Merkel convocou uma reunião com entidades sanitárias sobre o assunto ainda hoje. Numa atitude semelhante, a Itália autoriza a vacina a pessoas com mais de 18 anos de idade, mas a própria agência europeia adiantou “um grau de incerteza” quanto à eficácia em pessoas com mais de 55 anos, uma vez que este grupo etário está “mal representado” nos ensaios. Em Portugal um silêncio de “casa a arder”: o que interessa é haver vacinas. Quanto ao laboratório, tanto faz. Até chega para vacinar os homens da pastelaria. Prioridades? todos dias há uma lista!!! Na Madeira chegaram ontem ao final da tarde 17.500 vacinas no avião da TAP. Para espanto nosso, as mesmas ficaram no aeroporto ate o início da manhã. a fim de serem transportadas para o hospital Dr. Nélio Mendonça. Nada de pressas, semana inglesa… Está “tudo confinado” e este povo superior cumpre as regras. Isto não é “frescos”!!! Depois esta carga preciosa é escoltada pela Polícia. Há um provérbio que diz “cada cabeça sua sentença”…
O confinamento leva este povo a ser intoxicado por uma informação cheia de mentiras e de promessas. Numa situação de guerra, ninguém pede a ninguém para ficar dentro de casa. Fica por opção. Se tiver uma cave ou um” bunker” fica escondido lá enquanto as hostilidades persistirem. Durante uma guerra não se insiste na sua liberdade. Voluntariamente desiste-se dela em troca da sua sobrevivência. Durante uma guerra não se queixa de fome. Sente fome e reza para que viva de novo  para comer. Durante uma guerra não se discute em abrir portas do negócio, fecha-se a porta se tiver tempo e corre-se pela sua vida. Reza-se para sobreviver à guerra, para poder voltar abrir as portas do negócio, se este não tiver sido saqueado ou destruído por um morteiro. Durante uma guerra não nos preocupamos com facto do nosso filho não ir à escola. Reza-se para que o governo não o aliste no exército.
Felizmente, o inimigo tem uma fraqueza e pode ser derrotado. Requer apenas a nossa acção colectiva, disciplina e tolerância. O Covid-19 não pode sobreviver ao distanciamento social e físico.
Prospera quando é confrontado. Adora ser confrontado. Capitula diante do distanciamento social e físico coletivo. Curva-se diante de uma boa higiene pessoal. Se assim o fizermos, em pouco tempo recuperaremos a nossa liberdade, empresas e a socialização.
No meio da Emergência, pratiquemos a urgência do serviço e a urgência do amor pelos outros.