JPP questiona orientações enviadas às escolas com aulas presenciais

O JPP emitiu hoje uma nota na qual constata que, após anunciar, publicamente, que tinha 100 mil testes rápidos para testar professores, alunos e funcionários das escolas da Região, num total de 52 mil pessoas, o secretário da Educação veio dizer que, afinal, só seriam testados os professores e funcionários. Os 42 mil alunos não seriam testados.

Depois, o Governo o Regional, após abrir as escolas durantes dois dias, decidiu que os alunos do 3º ciclo e secundário deveriam ficar em casa e terem aulas à distância com recurso a plataformas digitais. Só têm “aulas presencias” as creches, infantários, pré-escolar, 1º e 2º ciclos e cursos profissionais. Ou seja, quase na totalidade, alunos com idades inferiores aos 12 anos, pois assim não terá o Governo despesas com pagamento aos pais que teriam de ficar em casa a acompanhar os filhos menores de 12 anos. Uma medida economicista, considera o partido.

Esta semana houve um aumento de alunos a testarem positivos, o que  tem obrigado a que turmas inteiras fiquem em casa em isolamento e tenham de ser testados mais alunos, referiu o deputado Paulo Alves.

“O grave da situação, são as alterações à testagem e isolamento de alunos que entraram em vigor a partir de ontem, 20 de Janeiro. Segundo informações chegadas ao JPP, as orientações são de que só vai para casa fazer isolamento o aluno que tem sintomas e testou positivo. Os restantes alunos da turma, contrariamente às informações transmitidas por alguns órgãos da comunicação social, mesmo depois de se saber que um determinado aluno testou positivo, continuam a ir à escola, a terem aulas presenciais, não são testados e são os professores e funcionários que deverão estar atentos a ver se existem manifestações de sintomas da doença COVID nestes alunos. A tutela justifica com o facto de que estão a ser realizados demasiados testes a alunos e muitos, com resultados negativos. Ou seja, considera como se fossem testes desnecessários!”, insurge-se o parlamentar.

O JPP quer que os responsáveis da Saúde e a própria Secretaria Regional da Educação, esclareçam, principalmente aos pais, se são estas as novas orientações remetidas às escolas com aulas presenciais.


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