Carrinha com raios-x da APRAM “apodrece” exposta aos elementos

Rui Marote
Uma carrinha de raios-x da Administração de Portos da Madeira-APRAM literalmente apodrece, neste momento, exposta aos elementos, no porto do Funchal. Adquirida em 2006, a sua tecnologia hoje está provavelmente obsoleta, devido aos avanços nesta área.
Depois de 2001, o mundo deixou de ser o que era, com o atentado do 11 de Setembro em Nova Iorque, transformando a vida e exigindo todo um conjunto de resposta à ameaça terrorista.
A segurança em aeroportos e portos levou-nos a um conjunto de revistas e de regras em que a nossa liberdade deixou de existir numa série de situações, a bem da segurança. Segurança essa que nos dias de hoje nos coloca ainda mais uma série de desafios, com a pandemia da Covid-19 a colocar em xeque toda uma série de liberdades individuais a que estávamos acostumados.
Após o atentado às “torres gémeas” nova-iorquinas a 11 de Setembro de 2001, o  Porto do Funchal teve de se equipar, a bem da segurança exigida internacionalmente.

Cinco anos, depois em Novembro de 2006 a APRAM adquiriu uma carrinha móvel da marca Citroën, que exibia no seu interior uma máquina de raios-x, adquirida com apoios do Feder e do Interreg III, para ser utilizada no cais Norte  e mais tarde no ex-cais 8, junto ao cais (ver imagem acima) por três vezes na verificação de bagagens.
O Funchal Noticias foi recentemente descobrir esta carrinha estacionada na Pontinha, num parque ao ar livre, exposta ao sol, à chuva e à maresia.
A carrinha, que já tem 14 anos, lá vai resistindo ao extenso período de não utilização, aguardando que a corrosão a ataque na carcaça.
Quanto à aparelhagem no seu interior, como dissemos, é quase uma “peça de museu” devido a nova tecnologia nesta  área. Mais uma marca de uma aposta perdida no tempo, em jeito de triste recordatório, numa altura que os cruzeiros não existem num porto há mais de dez meses deserto. A presidente da APRAM, entretanto, está de mãos atadas, gerindo a massa falida.