PCP quer mais profissionais e equipamento para o Serviço Regional de Saúde

O PCP marcou hoje presença junto ao Centro de Saúde do Bom Jesus, no Funchal, reafirmando a necessidade de reforçar o Serviço Regional de Saúde com mais profissionais e mais equipamento.

A dirigente Herlanda Amado frisou que “não é aceitável que a pretexto da pandemia sejam diminuídas valências no Serviço Regional de Saúde (SRS), como está a acontecer nos cuidados de saúde primários, nas consultas de especialidade, nos meios de diagnósticos e nas cirurgias, empurrando os madeirenses para o sector privado da saúde”.

“É importante”, defendeu, 2que o Serviço Regional de Saúde assegure a capacidade de resposta no tratamento dos doentes com COVID-19, tal como é importante que recupere a prestação de cuidados de saúde que ficaram por realizar e garanta o acesso à saúde aos doentes com outras patologias”.

Herlanda Amado descreveu uma situação preocupante nos cuidados de saúde primários, com milhares de consultas atrasadas, novas consultas que não são marcadas e exames de diagnóstico que não se realizam. “Faltam médicos, enfermeiros, técnicos, assistentes técnicos e auxiliares de acção médica, e os que estão em funções, estão exaustos; os sistemas de telecomunicações e equipamentos informáticos estão obsoletos; existem ainda extensões de saúde encerradas”, afirmou.

O PCP entende que ficou provado que o Serviço Regional de Saúde teve um papel insubstituível na resposta ao surto epidémico provocado pelo COVID-19, e que também é evidente que a política de redução e suspensão de importantes valências do Serviço Regional de Saúde pode comprometer a qualidade de vida de milhares de madeirenses e porto-santenses e a realização dos diagnósticos e dos actos médicos atempados para salvar vidas.

Por isso, os comunistas entendem que são necessárias políticas claras de reforço do Serviço Regional de Saúde, no seu financiamento, na contratação de mais trabalhadores na área da saúde e na integração dos trabalhadores com vínculo precários numa carreira com vínculo público, no aumento e modernização de equipamentos e no aumento do número de camas de agudos, de cuidados intensivos, de cuidados continuados e hospitalares, na criação de serviços de medicina de trabalho em todas as unidades de saúde, no reforço da capacidade de meios de diagnóstico e terapêutica, no alargamento das resposta de saúde mental e no reforço das equipas de saúde pública, como o PCP tem vindo a defender.

“Responder ao eventual agravamento da COVID-19 nos próximos tempos e recuperar os atrasos na prestação de cuidados de saúde não só é necessário, como é possível”, afirmam.

“O Serviço Regional de Saúde tem todas as condições para dar a resposta necessária que se impõe neste momento. É preciso é que seja reforçado na sua capacidade, com mais trabalhadores, respeitando os seus direitos, com mais equipamentos”, postulou Helanda Amado.