Estepilha: Árvores de Natal artificiais na Quinta Vigia e no Funchal…

Rui Marote

O Governo Regional optou este Natal por árvores artificiais na Quinta Vigia e no edifício do Governo no centro do Funchal. A decisão parece boa, mas será fachada? Ainda por cima da parte de quem tanto critica o “politicamente correcto”… Há séculos que o pinheiro sempre foi natural e que ficava sempre a cargo dos serviços florestais. Há quem ainda compre verdadeiros, e quem use artificiais, que se compram em qualquer loja ou supermercado.

Uma boa anedota a respeito é que em tempos já remotos, uma empresa editorial da Madeira importou da China milhares de pinheiros para serem vendidos aos seus leitores e não só. Porém, isso acabou por ser um negócio ruinoso com pagamento de armazéns em território continental e mais tarde na Madeira, com aquela “praga” a não ser nunca escoada. A melhor solução encontrada foi mais tarde vender as ditas árvores ao CDS, em período de campanha eleitoral…

Ter ou não ter pinheiro verdadeiro não é só uma questão de gosto. Em jogo também está a saúde do planeta. Ao comprar um pinheiro verdadeiro, quando ele é desmontado em Janeiro, acaba normalmente no lixo, é verdade.
Já a árvore de plástico (a palavra proibida no que toca a sustentabilidade) pode ser reutilizada todos os anos. Mas é preciso explorar a temática.

O pinheiro verdadeiro tem uma pegada de carbono significativamente menor que o artificial, no momento em que vai ao lixo. Uma árvore natural de 2 metros e sem raízes, no momento em que é descartada, produz uma pegada de carbono equivalente a 10 kg de CO2 ( dióxido de carbono) ao passo que se for queimada, a emissão é de cerca 3,5 kg de CO2.

E quanto aos artificiais ? Quando descartada, a pegada de carbono corresponde nada mais, nada menos do que a 40kg de CO2 (dez vezes mais que uma árvore real). Para que seja opção sustentável, terá de ser reutilizada durante pelo menos 10 anos, para se igualar ao impacto produzido pela verdadeira. O que equivale a dois mandatos e meio de governo…