PTP considera falência da Frente Mar caso de polícia que tem de ser resolvido nos tribunais

O PTP considerou hoje que “a falência da Frente Mar é caso de polícia e é da inteira responsabilidade da Câmara do Funchal, que agora quer lançar esse ónus na Assembleia Municipal”. A deputada municipal Raquel Coelho entende que o caso tem de ser resolvido nos tribunais.
“Um cão, mesmo que bem alimentado e gordinho, se não for desparasitado das pulgas e carraças não sobrevive”, e, na sua perspectiva, foi isso que aconteceu com a empresa municipal, comparou Raquel Coelho. “Com tanto parasita, não sobreviveu“.
Para os trabalhistas, é inconcebível que uma empresa com negócios altamente lucrativos como é o caso dos auto-silos e dos parquímetros esteja deficitária. “Só gestão danosa explica a situação financeira da Frente Mar”, afirmam.
Para Raquel Coelho, a empresa devia ter sido encerrada assim que a Coligação Mudança chegou ao poder em 2013. ”É uma vergonha que o Partido Socialista tenha perpetuado o despesismo e o tachismo da empresa até à data, para alimentar os interesses partidários da nomenclatura socialista. Se a empresa já estava falida no tempo do PSD, ficou pior com o PS. A falência e dissolução da empresa e todas as consequências que aí advêm, são da inteira responsabilidade do executivo municipal, e lançar o ónus sobre à Assembleia Municipal é desonesto”, sentenciou.
O PTP defende, pois, a salvaguarda dos direitos dos trabalhadores, mas também o interesse dos contribuintes, que no final de contas “são quem paga a factura deste regabofe de dinheiro público”, reza o comunicado do PTP.

Desta forma, a dissolução não pode ser feita de qualquer maneira e muito menos nos moldes definidos pelo executivo municipal, explicou Raquel Coelho.