José Manuel Rodrigues quer menos impostos e melhores salários para prevenir a pobreza

O presidente da Assembleia Legislativa da Madeira mostrou-se ontem preocupado com a pobreza conjuntural, derivada da pandemia, e com a “pobreza estrutural que se arrasta há décadas”, na Região. José Manuel Rodrigues recomendou medidas de apoio, “através de uma política fiscal arrojada, que dê mais poder de compra às famílias, que alivie os impostos sobre a classe média, e através de uma política salarial que conduza a que haja melhores remunerações na nossa sociedade, para que quem trabalha não seja pobre”.

O responsável do órgão legislativo regional falava após a participação na missa presidida pelo bispo do Funchal, D. Nuno Brás, na igreja do Colégio, que assinalou o IV Dia Mundial dos Pobres. Uma iniciativa do Papa Francisco, promovida desde 2017, e que pretende colocar a pessoa em situação de pobreza no centro do agir da Igreja, refere uma nota da ALRAM.

José Manuel Rodrigues pediu especial atenção “para os mais velhos com baixas pensões”. O apelo é dirigido a toda a sociedade. “Se não for possível erradicar a pobreza, pelo menos podemos contribuir para que a pobreza não seja uma fatalidade”.

Para este responsável, “nunca como agora fez tanto sentido” assinalar o Dia Mundial do Pobres. “Esta pandemia está a ter efeitos devastadores em todas as economias e em todas as sociedades e também na nossa comunidade regional.” Apesar dos apoios do Governo madeirense, o presidente da Assembleia Legislativa da Madeira avisa que a pandemia vai ter graves consequências nas empresas e nas famílias, desde logo com o aumento do desemprego, com a perda de rendimento, e com o possível agravamento da “pobreza e da exclusão social”.

“Todos somos convocados para ajudar cada um daqueles que está em pior situação e que não pode ficar para trás”. José Manuel Rodrigues acredita que é possível “sair desta realidade com menos desigualdade social”.