Miguel Gouveia defende cultura acessível em encontro organizado pela CMF

O edil funchalense, Miguel Silva Gouveia, esteve esta manhã no Teatro Municipal Baltazar Dias, para a abertura do 5º Encontro de Cultura Acessível, evento dinamizado pela CMF e que visa ser um espaço de encontro, de reflexão e debate sobre os desafios que se apresentam à cultura no Funchal e na Região, em termos de inclusão e acessibilidade. As temáticas deste ano foram a “Acessibilidade Cultural e Saúde Mental” e “Acessibilidade e Diversidade Cultural”.

Miguel Gouveia realçou, na ocasião, que “nunca como este ano a acessibilidade em termos culturais, quer para os agentes e artistas, quer para a programação cultural no seu todo fez tanto sentido. O que se pretende é continuar a debater e a promover a inclusão para que, através do envolvimento de todos, se continue a investir no quebrar de barreiras e dos obstáculos à cultura na cidade do Funchal”.

“A Câmara Municipal do Funchal tem vindo a quebrar barreiras físicas e cognitivas, adaptando os seus equipamentos culturais às pessoas com necessidades especiais, como é o caso do Teatro ou do Cais do Carvão, que estão neste momento preparados para receber espectáculos com pessoas com necessidades especiais, permitindo que todas as pessoas possam ter acesso a uma experiência cultural e criando uma cidade cada vez mais inclusiva.”

O autarca lamentou que neste momento difícil que atravessamos alguns responsáveis culturais tenham afirmado que o necessário é entreter os artistas, “o que é necessário fazer é envolver o meio artístico, envolver os agentes culturais numa verdadeira programação cultural onde tenham espaço para trabalhar a sua criatividade que será fundamental para nos ajudar a ultrapassar a pandemia. É precisamente nas alturas de crise económica e social que precisamos de olhar para a cultura como um meio de nos auxiliar a suplantar as dificuldades, ajudando a adaptar-nos, por um lado, à nova realidade e, por outro, a encontrar formas construtivas de conseguirmos voltar à prosperidade.”

A Câmara Municipal do Funchal durante o período de confinamento procurou continuar a sua programação cultural adaptada às redes sociais, com iniciativas como “A Cultura Que Nos Une”, levando a cultura até a casa de todos os funchalenses e honrando os compromissos que tinha com os agentes culturais, afirma-se.

“Os nossos artistas mostraram-se sempre muito disponíveis e tem sido com o fruto desta partilha de experiências e desta aprendizagem mútua que temos conseguido manter uma programação cultural contínua na cidade e o pagamento aos artistas, pois muitos deles vivem do seu trabalho na área cultural e não devem viver de uma forma caritativa ou subsídio-dependente, temos sim de possibilitar que eles possam ter condições para promover o seu trabalho e é isso que a Câmara Municipal do Funchal está a fazer”, concluiu o presidente da CMF.