Jorge Carvalho deu início a projecto Erasmus na Escola São José de Cluny

“A Realidade Virtual Contra a Fobia de Falar em Público” é a denominação do projecto Erasmus+, coordenado pela Associação Cultural e de Solidariedade Social Raquel Lombardi, que principiou este sábado, no auditório da Escola Superior de Enfermagem São José de Cluny.

Tal como a própria denominação explicita, este projecto, que envolve outras cinco instituições europeias – SC Psihoforworld (Roménia), International Institute of Applied Psychology and Human Sciences Associazione Culturale (Itália), Youth Entrepreneurship Club (Grécia), Asociacion de Investigacion de la Industria del Juguete Conexas Afines (Espanha) e Gazi Universitesi (Turquia) – pretende diminuir ou mesmo acabar com a fobia de falar em público e incrementar o desempenho dos oradores, refere uma nota da Secretaria Regional da Educação.

Para tal, será utilizado um simulador, com métodos inovadores de realidade virtual e E-learning, que pode ser instalado no telemóvel. O utilizador, com o auxílio de uns óculos virtuais, é desafiado a ultrapassar vários níveis de dificuldade. O equipamento inclui um sistema de autoavaliação que analisa o contacto visual, o movimento da cabeça, o tom da voz e outros itens considerados fundamentais para a realização de um bom discurso, acrescenta o comunicado. 

 Presente na sessão de abertura deste projecto, que terá a duração de dois anos, o secretário regional de Educação, Ciência e Tecnologia, Jorge Carvalho, realçou a importância deste tipo de parcerias e projectos.

“Permitem a partilha de um conjunto de experiências e de conhecimentos, para além de um intercâmbio cultural, que se nos afiguram como mais valias muito significativas para que possamos dar melhores respostas aos desafios que nos são colocados”, disse o governante, relevando ainda a mobilidade característica dos projetos Erasmus+ como vitalizadora para os territórios insulares.

“Por isso, o Governo Regional tem procurado criar condições para que estes programas possam ter uma presença significativa nos diferentes contextos, desde as nossas escolas às entidades de ensino superior, entre outros parceiros. A circunstância de estarmos num contexto diferente não nos impede de realizar as atividades, pelo contrário, estas mesmas atividades são um contributo para que possamos ultrapassar as limitações que esta pandemia nos tem colocado”, concluiu.