Presidente do GR considera novas medidas “razoáveis e profissionais”

Hoje, numa conferência de imprensa online, Miguel Albuquerque salientou que é sua obrigação continuar a zelar pela saúde dos madeirenses e porto-santenses, e que esse valor, a vida e a saúde, tem de estar acima de tudo o resto. “Graças às medidas profilácticas até agora concretizadas, aliadas ao elevado sentido de responsabilidade cívico dos nossos cidadãos, bem como ao profissionalismo de todos os colaboradores do SESARAM, protecção civil, segurança social, educação e outras actividades e serviços, conseguimos evitar uma tragédia de dimensão incalculável na RAM”, disse.

Mas o chefe do Executivo avisa que o combate à pandemia está longe do fim, e continuará a exigir de todos “grande resistência e determinação”. Sublinhando que os principais países europeus, França, Alemanha, Bélgica, Reino Unido, Espanha e Itália estão a atingir novos picos no número de infectados e no número de óbitos, e que já estão a adoptar medidas totais ou parciais de confinamento, Albuquerque salienta que também em Portugal continental, dia após dia, surge maior número de infectados e também de mortos, mais doentes internados e mais doentes nos Cuidados Intensivos.

Na próxima semana, só na Região Norte, prevê-se um número diário de mais de seis mil infectados por dia.

“Com a abertura dos aeroportos e um maior fluxo de turistas desembarcados” na RAM, tem, admitiu, “havido um crescimento exponencial de casos de Covid-19”, sobretudo importados. Os números até agora não são alarmantes, mas é necessário tomar medidas para atenuar e prevenir focos de contaminação local.

Por isso, para prevenir o contágio e a propagação do vírus na RAM, o GR aprovou o uso de máscara obrigatório a partir dos 6 anos de idade, para acesso, circulação ou permanência em espaços fechados, ou vias públicas, sempre que o distanciamento físico recomendado pelas autoridades de saúde se mostre impraticável. Crianças até aos cinco anos, não precisam de usar; o mesmo acontece com pessoas incapacitadas, pela dificuldade de colocar ou retirar a máscara sem assistência; actividades desportivas, praias e complexos balneares, com excepção de zonas sanitárias.

Também para actividades lúdico-desportivas que envolvam esforço físico, não será preciso usar máscara. Nos espaços florestais e percursos pedestres também não é necessário.

Os praticantes do desporto não profissional e que trabalhem na RAM nas áreas da Saúde, Protecção Civil e Educação, incluindo alunos e profissionais docentes e não docentes, e da área social, terão de fazer um segundo teste PCR entre o quinto e o sétimo dia após o desembarque, e devem permanecer isolados até ao segundo teste negativo. Isto porque “o risco de transmissibilidade do Covid-19” é elevado em muitas zonas do país onde as equipas madeirenses têm de competir. E a salvaguarda da vida e da saúde pública têm de prevalecer sobre as épocas desportivas.

Como já foi anunciado, a partir de 1 de Novembro, os turistas que testarem positivo à Covid-19 e que sejam integrados nas unidades hoteleiras destinadas ao confinamento, havendo diárias pagas nos hotéis ou alojamentos de origem, serão transferidos os montantes desse alojamento para o IASAÚDE, “no sentido de haver uma justa comparticipação nas despesas inerentes às unidades turistas, nos dias em que são ocupadas pelos respectivos turistas.

Por último, não será autorizada em nenhuma circunstância, a presença de adeptos nos estádios desportivos. “As medidas agora tomadas são razoáveis e profissionais”, sustentou o presidente do Governo Regional. “Visam prevenir uma situação pandémica mais acentuada (…)” e vigorarão pelo prazo de 30 dias, sendo reavaliadas findo este prazo.

“Estamos preparados para tomar todas as medidas necessárias para conter a propagação do vírus”, disse aos jornalistas. “O que tentamos evitar é o encerramento, ou confinamento, da actividade na Região, porque isso traria consequências ainda mais nefastas (…)”