Iniciativa Liberal questiona responsáveis e pede dados sobre o estado geral da saúde na RAM

A Comissão Coordenadora da Madeira da Iniciativa Liberal, veio hoje questionar, numa nota de imprensa, o estado geral da saúde, dizendo-se colaborativa no que às soluções diz respeito. Porém, interroga: “Quantas consultas foram adiadas? Quantos exames foram adiados? Quantas cirurgias foram adiadas?”

“Para podermos sugerir medidas concretas para a recuperação, mais do que necessária, destas enormes, calculamos nós, listas de espera, e tento também em conta que a informação destes números não deve ser “segredo de estado”, estes números são essenciais. Será também de bom-tom, e prova de vivência democrática sadia, saber o que já está a ser feito para travar o aumento e recuperar estes números, pois com a saúde das pessoas não se brinca”, refere um comunicado assinado por Nuno Morna.

Este responsável partidárioo salienta que a saúde dos madeirenses não é só COVID. “Em Março, e durante alguns meses, foi decidido suspender uma série de actividades programadas para que todos os recursos e esforços se concentrassem no combate à pandemia. Alertámos em Abril para a urgência de conseguir tratar todos os doentes, COVID19 ou não, que necessitem hospitalização, com segurança, sem ter de recorrer aos esquemas implementados devido à crise. Até porque os índices de infecção na Madeira estavam, felizmente, baixos e a curva mais do que controlada”.

“Sabemos que”, acrescenta, “conforme a publicação do INE “A mortalidade em Portugal no contexto da pandemia COVID-19”, que até agora morreram mais 63 pessoas do que a média de óbitos observada no período homólogo de 2015-2019, entre 2 de Março e 4 de Outubro. Felizmente ainda não tivemos nenhum óbito com COVID ou por COVID. Temos a noção de que será muito difícil ponderar quantas destas mortes poderão ter ocorrido devido à suspensão de actividades de consulta, exames e cirurgias. Quantos diagnósticos se encontram suspensos por causa desta “espécie de moratória” à saúde”, refere-se no comunicado às Redacções.

Por isto a IL insiste: “alguém sabe quantas consultas foram adiadas devido ao COVID? Quanto exames? Quantas cirurgias foram adiadas? Quais as medidas para recuperar estes adiamentos que só vieram aumentar o que já estava muito mau?”

Será que a saúde pode esperar? Uma dúvida que atormenta este partido, que aponta que “morre muito mais gente por cancro, por doenças cardiovasculares, droga, álcool, do que por COVID”.

2Ficamos assim à espera destas informações, de modo que possamos pensar e sugerir modos de minorar com rapidez e eficiência estes constrangimentos”, aguarda.