UMAR alerta para problemas enfrentados pelas mulheres mais idosas

No Dia Internacional da pessoa Idosa, instituído pelas Nações Unidas, em 1991, a UMAR Madeira vem lembrar que em Portugal, as pessoas idosas são cerca de 23% da população, o que significa que são 161 pessoas idosas para cada 100 jovens.

“São chamadas de “nossos idosos” por todos os órgãos de poder do País, como se fossemos propriedade “deles”, tudo porque há um preconceito em relação às pessoas mais velhas, No discurso nunca se destaca que, destes 23%, cerca de 70% são mulheres. Não existe linguagem inclusiva e as “velhas” ficam representadas como se fossem “velhos”, critica a UMAR, que diz que as pessoas idosas são vistas como “frágeis e sem autonomia”.

As mulheres têm as pensões mais baixas, por isso, são em média mais pobres entre os pobres. Recebem, em média, menos 200 euros do que os homens, alerta a UMAR, que relembra a precariedade em que se encontram muitas destas pessoas, vítimas, também, de isolamento social.

“Há mesmo”, afirma a UMAR, “quase uma certa hostilização, também na esfera política e social, de que as Mulheres por serem mais velhas devem dar sempre o lugar às mais novas. Como se a nossa idade fosse algo depreciativo. O mesmo já não acontece com os homens. Veja-se o Presidente da República e o da Assembleia da República que saíram de casa e participaram na politica e ninguém lhes disse que eram velhos e deviam ficar em casa e serem substituídos por Pessoas mais novas”, refere a União de Mulheres Alternativa e Resposta.

Também os lares do país são criticados: dos que existem, “alguns mais parecem depósitos pré-morte, como ficou claro durante esta pandemia. Quem tem dinheiro ainda consegue algo melhor,  mas o conceito predominante de que um Lar é lugar para esperar a morte predomina. É chocante, mas é a realidade”. Ora, A UMAR, enquanto organização que sempre lutou pelos direitos das mulheres, exige a todos os poderes políticos, Institucionais e associativos para que tomem medidas concretas que integrem as políticas necessárias para que a sociedade mude
de paradigma em relação à forma como trata as Pessoas mais velhas.

E sublinha mais uma vez: “somos contra a manutenção de Lares que mais parecem antecâmaras da morte onde
uma imensa solidão nos espera. Queremos manter-nos, durante toda a nossa vida, em lugares que nos digam o que foi a nossa vivência. Se não puder ser em casa, porque não temos pessoas em condições de nos acompanhar, que seja em Residências Assistidas, Casas de Repouso, ou outro nome qualquer, em que possamos nos manter activas, fazendo em comunidade aquilo que ainda somos capazes, ligadas à nossa história e aos que nos são mais queridos e às nossas coisas preferidas”.