CDS veio hoje “tranquilizar” dizendo que criminalidade não aumentou, mas sim o “sentimento de insegurança”

O CDS manteve hoje uma reunião com o comandante da PSP na Madeira, superintendente Luís Simões, do qual extraiu a conclusão de que “não houve um aumento da criminalidade na Região. Houve sim um aumento do sentimento de insegurança por parte da população.”

A curiosa afirmação, de António Lopes da Fonseca, é complementada pela descrição de uma reunião esclarecedora e tranquilizadora e que, fundada nas estatísticas, conclui que “não há aumento na criminalidade. Pelo contrário. A criminalidade geral desceu 10% e na criminalidade violenta houve uma redução de 17% dos casos registados”.

Porém, os centristas, paradoxalmente, assumem que houve um aumento do sentimento de insegurança por parte da população.

“Pelo que nos foi transmitido pelo Senhor Comandante, existem situações que acontecem como a pobreza, a exclusão social, os problemas de saúde mental e o problema das dependências, onde a solução dessas mesmas situações não passa exclusivamente pela PSP”, referiu Lopes da Fonseca, que entende que a PSP “poderá ser integrada numa solução que possa fazer face a estas situações, se se integrarem membros das autarquias, membros do Governo Regional e membros de instituições”.

Finalmente, o CDS diz-se agradado em saber que há indicadores de que a PSP vai ter os seus projectos de várias esquadras em vários concelhos, nomeadamente nos concelhos de Machico, Santa Cruz, Ponta do Sol, pelo que nessa matéria os processos estão bem encaminhados.

“Em termos de apetrechamento, no que toca a logística, a PSP está a ter o acompanhamento devido por parte das autoridades nacionais. E o que nós queremos é q a nossa Polícia Pública, na região, tenha os mesmos meios que a polícia tem no continente, disse Lopes da Fonseca, que conclui com a intenção de o partido “tranquilizar a população”.

“Há uma maior percepção destes problemas como a pobreza, a exclusão social e os problema de saúde mental porque estas pessoas estão mais na rua, mais expostas e nota-se mais a sua presença”, afirma.