Congresso Regional do CDS no dia 28 de Novembro; Barreto critica severamente Paulo Cafôfo

A Comissão Política Regional do CDS, que ontem se realizou no Hotel Meliã Madeira Mare, determinou, por unanimidade, realizar o próximo Congresso Regional do partido no dia 28 de Novembro, limitado a 200 congressistas, de forma a respeitar as normas de segurança impostas pela pandemia de Covid-19.

Rui Barreto realçou a reunião “fortemente participada” e anunciou nova reunião, desta feita, do Conselho Regional, na próxima semana. Referindo que passou um ano deste que “o povo confiou no CDS “a moderação, a sensibilidade e o arrojo” para “partilhar o Governo com o PSD”, o líder centrista declarou que o partido “está bem nesta coligação, mas não deixará de afirmar os seus valores e as convicções. A coligação não é uma fusão”.

Quanto às próximas eleições autárquicas, disse, o objectivo nas mesmas é naturalmente “reconquistar a câmara municipal de Santana, e ganhar mais influência nos outros concelhos da Região”.

O CDS, afirmou, “tem um modelo de governação”, um “farol” que é autarquia santanense, exemplo, assegurou, “de boa gestão, contas certas, taxas de imposto no mínimo, apoio social, apoio às empresas, e às famílias”.

Barreto disse que os tempos difíceis da pandemia são para realismo em vez de populismo, e avisou que é nestes tempos, também que “os parasitas” se alimentam das crises, com o “populismo mais baixo e mais reles” para, fantasiando, “conquistar votos”.

Já o CDS, afirma, dirá sempre “a verdade”, procurando as melhores soluções para as populações. Numa alusão a Paulo Cafôfo, “finalmente eleito presidente do PS-M”, disse que assistiu a um episódio de ficção, porque o novo líder socialista regional “não apresentou uma única ideia para a Madeira”, protagonizando “um oceano de banalidades” e “revelando um trauma por não ter feito coligação com o CDS”. Trauma esse, classificou, de “noiva rejeitada”, afirmando que, inclusive, já nem o secretário-geral do PS quer saber de Cafôfo, não o ouvindo e não vindo à RAM.