Eduardo Jesus apostado em fechar operações para o Inverno

O secretário regional do Turismo e Cultura, Eduardo Jesus, assinalou recentemente a reabertura da actividade dos carros de cesto do Monte, sublinhando que a Madeira “não seria a mesma sem esta experiência”. Os carrinhos de cesto, disse, são quase ícones do destino Madeira. Comentando a reabertura das actividades económicas, considerou que “aos poucos as coisas vão retomando a sua normalidade”, embora os índices de procura da RAM nada tenham a ver com o que existia antes do início da pandemia.

“Este mês de Agosto já representa um grande acréscimo face à realidade que tivemos em Julho”, disse, “com a passagem de 60 para 140 voos semanais” nos aeroportos da Madeira e do Porto Santo. Mas é um caminho longo a trilhar para voltar aos níveis de turismo que o arquipélago registava antes da pandemia.

O Governo Regional, declarou, tem andado a trabalhar para fechar operações que são “estruturantes para nós”, de Setembro para a frente, e visando já o Inverno e o Fim-de-Ano.

“É importante que não se dê nenhum passo atrás”, reflectiu, referindo-se a eventuais medidas de reconfinamento. Acrescentou que a Madeira tem sido citada na imprensa internacional como destino seguro, o que é muito positivo, pelas medidas que aqui foram implementadas.

“O maior efeito da pandemia foi o medo, que se instalou e fez as pessoas perderem a vontade de sair de casa. É isso que temos de combater”, declarou, com medidas que tragam confiança às pessoas.

Quanto aos cruzeiros, considerou que, pelo que tem tomado conhecimento, tem sido uma indústria fortemente penalizada, e que tem mesmo de restaurar a confiança aos mais diversos níveis, porque “ninguém vai querer meter-se num barco sem a certeza absoluta de que naquele espaço absolutamente confinado” tem efectivas condições de segurança.

É por isso, apontou, que a indústria dos cruzeiros tem vindo a adiar sucessivamente o início das operações. Supõe-se que os cruzeiros recomecem em força em Setembro, mas se surgir mais algum dado que faça mudar a opinião, “nós ficaremos reféns” dessa circunstância. A Madeira não comanda o movimento internacional de cruzeiros, explicou. Está, antes, dependente da dinâmica do mesmo. Entretanto, os testes à chegada são para continuar, como forma de garantir a segurança enquanto prosseguirem os tempos de pandemia.