O presidente do Governo Regional, Miguel Albuquerque, referiu hoje que a RAM não terá de pagar a primeira “tranche” do PAEF, que estava marcada para o dia 27 do corrente. “Não vai ser paga, já não precisam de mandar a fragata”, ironizou, referindo-se a anteriores intervenções nas quais insinuava que, se o governo central quisesse que a Madeira pagasse, “só faltava mandar uma fragata para a Madeira”, como em anteriores intervenções na ilha de cariz fortemente centralista, aquando de movimentos históricos de contestação ou mesmo revolta.
“Já está publicado. Eu falei com o sr. chefe da Casa Civil do sr. presidente da República, e o sr. presidente da República garantiu que o Orçamento ia ser promulgado e publicado a tempo. Como o Orçamento faz lei e tem efeitos retroactivos, nós não vamos pagar, graças àquilo que foi aprovado na Assembleia da República”. O que a Madeira espera agora, acrescentou, é uma carta do ministro das Finanças a dizer que a lei foi promulgada pelo presidente da República, faz parte do Orçamento do Estado, é para cumprir”.
Albuquerque falava inquirido pelos jornalistas, aquando da sua presença na apresentação das novas potencialidades do Comando Operacional da Madeira.
Na mesma oportunidade e num discurso proferido diante das diversas entidades presentes, o representante da República, Ireneu Barreto, disse que estar convencido de que haverá a percepção, perante os efeitos da pandemia da Covid-19, de que as regiões autónomas “precisam de ser discriminadas positivamente”.
Fez também menção aos planos para uma “grande universidade no Atlântico”, preconizada por António Costa Silva, sediada nos Açores e com um pólo na Madeira, e disse: “Não devo enjeitar o que não conheço profundamente, mas fiquei um pouco triste. A haver uma universidade atlântica, ela deve ser repartida pelas duas regiões”, considerou.
Descubra mais sobre Funchal Notícias
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.





