2021…a luta pelos 71 mandatos nas Câmaras, 213 nas Assembleias Municipais e 550 nas Assembleias de Freguesia

O próximo ano de 2021 será de Eleições Presidências em Janeiro e de Autárquicas lá para Setembro ou Outubro.

Nas Autárquicas estão em jogo 71 mandatos para as Câmaras (11 presidentes e 60 vereadores), 213 para as Assembleias Municipais e 550 para as 54 Assembleias de Freguesia da Madeira.

Nas últimas Autárquicas de 2017, dos 71 mandatos que estão em jogo para as câmaras de toda a Região, 26 foram para o PSD, 15 para o PS sozinho, 10 para grupos de cidadãos sobretudo na Ribeira Brava, São Vicente e Porto Santo, 8 para o CDS (com destaque para Santana), 6 para a JPP (Santa Cruz) e 6 para a coligação PS-BE-JPP-PDR-NC no Funchal.

O PCP e o MPT perderam, cada um, em 2017, um vereador que tinham conseguido em 2013, o PCP no Funchal e o MPT em Câmara de Lobos.

Nas Autárquicas de 2017, em todas as 54 freguesias e 11 concelhos, a soma dos votos no PSD foi 46.536 votos (33,62%); 23.577 votos (17,03%) na coligação pelo Funchal PS-BE-JPP-PDR-NC; 16.714 votos (12,07%) no PS sozinho nas restantes câmaras; 14.080 votos na JPP (10,17%); 12.493 votos no CDS (9,02%); e 7.627 votos em grupos de cidadãos (5,51%).

Para as Assembleias Municipais está em causa a repartição de 213 mandatos. Neste momento, em toda a Região, nestes órgãos deliberativos autárquicos, o PSD tem 82 membros (deputados municipais), o PS 45, o CDS 23, a coligação do Funchal 15, a JPP 17, os independentes (grupos de cidadãos) 28 e o PCP, PTP e MPT, um cada, no Funchal.

Para as 54 assembleias de freguesia, onde estão em jogo 550 lugares, em 2017, o PSD conseguiu melhores resultados do que para as Câmaras (37,21% e 251 mandatos). Seguiu-se o PS (11,67% e 82 mandatos); o CDS (9,42% e 61 mandatos); 58 mandatos na coligação às 10 freguesias do Funchal; 50 mandatos conseguidos por grupos de cidadãos; 45 mandatos da JPP nas freguesias; e 3 mandatos da CDU nas freguesias, quebra significativa face aos 12 mandatos das Autárquicas de 2013 onde o MPT também tinha eleito 8 representantes seus nas assembleias de freguesia.

Na Câmara do Funchal, em termos de vereadores, temos um 6-4-1 (coligação, PSD e CDS). Nas Juntas temos 5 para cada um. A Sé está por um fio nas mãos do PSD (por 8 votos).

De resto, nas próximas Autárquicas, veremos como é que a JPP se aguenta.

Veremos como é que o CDS se aguenta e se consegue manter a Câmara de Santana.

Veremos se o PS, sozinho ou coligado, reconquista a Câmara do Porto Santo onde o PSD de Idalino Vasconcelos venceu nas últimas Autárquicas por 32 votos.

Veremos se será o PSD ou Garcês a vencer em São Vicente.

Veremos o que acontece na Ribeira Brava com Ricardo Nascimento.

Vermos o que acontece no Funchal onde o PS dará o seu apoio, coligado ou não, a Miguel Silva Gouveia.

Veremos quem encabeçará a lista do PSD pelo Funchal e por Santa Cruz.

Veremos o que acontece na Ponta do Sol onde há um 2-2-1 e onde Célia Pessegueiro venceu a Câmara por 42 votos de diferença.

No PS, o único perigo iminente nas Autárquicas do próximo ano é perder a Câmara da Ponta do Sol.

O resto são ganhos, havendo dúvidas sobre a orientação que será dada aos militantes socialistas na Ribeira Brava, Santa Cruz e São Vicente.

No CDS, o drama de Rui Barreto é não ir coligado com o PSD em todos os concelhos. O PSD não precisa do CDS na Calheta, não precisa do CDS em Câmara de Lobos. Ao invés, o CDS talvez precise do PSD em Santana.

Verdadeiramente o PSD só precisa do CDS para o Funchal, para a Ponta do Sol e para o Porto Santo onde a soma das partes poderá valer mais que o todo.

PSD e CDS também se precisam mutuamente, eventualmente no Porto Moniz onde, lembre-se, nas últimas Autárquicas o movimento “Mais Porto Moniz”, de Gabriel Farinha, obteve 10,55% (227 votos), votos esses que serão agora distribuídos à direita.