RIR apela a atribuição de habitações sociais de forma justa e transparente

O partido RIR quer que a CMF atribua as suas habitações sociais de forma justa, criteriosa e transparente, reclama esta formação política num comunicado. As declarações foram hoje prestadas por Roberto Vieira, junto aos novos apartamentos da Sociohabita Funchal, na Quinta Falcão, em Santo António.

O RIR apela à CMF e ao seu presidente para que a atribuição das habitações sociais da Sociohabita Funchal, seja feita de forma justa, criteriosa e transparente.

“Não aceitamos que a Câmara continue a fazer aquilo que fez recentemente no Bairro dos Viveiros, onde atribuiu apartamentos T2 a uma pessoa só, quando existem famílias com filhos, à espera de casa há vários anos”, disse Roberto Vieira.  “As habitações sociais são para quem precisa verdadeiramente e não para candidatos que concorrem a estas habitações e depois têm à porta dos apartamentos, carros de 50 e 60 mil euros”, sublinhou.

O partido RIR promete estar atento, “porque havendo irregularidades na atribuição destes novos apartamentos, faremos com que as mesmas sejam denunciadas nos locais próprios”.

Lança ainda um apelo a todos aqueles que se sintam injustiçados, na atribuição dos apartamentos, para que “denunciem ou façam-nos chegar esse desagrado, para que nós enquanto Partido, possamos fazer alguma coisa”.

Afirma o RIR ter conhecimento de que os processos de realojamento dos inquilinos cujas habitações serão demolidas, motivadas pela existência de amianto, não estão a ser pacificas, “uma vez que muitos dos habitantes não querem sair da sua casa, porque durante décadas melhoraram as suas habitações, investindo o que tinham e o que não tinham, recorrendo mesmo a empréstimos bancários, para melhorar as suas condições habitacionais e agora têm que sair à força, mesmo aqueles que já retiraram o amianto das suas casas, por sua conta e custeando a mesma”.

“Sabemos que algumas das negociações têm sido feitas através de ameaças, onde o medo pode fazer a diferença, a favor da Câmara Municipal e da Sociohabita, o que no nosso entender, não pode acontecer, uma vez que muitos dos inquilinos são de idade avançada e têm o direito de escolher e decidir”, defende Riberto Vieira.

“Apelamos ainda que não seja critério de atribuição,para ter uma casa social, ser militante socialista e amigo ou afilhado do sistema”, conclui.


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