Albuquerque ironiza com o Estado, dizendo que a RAM só paga “se mandarem para cá uma fragata”

O chefe do Executivo madeirense considerou hoje que a Comissão Europeia “veio desmascarar a mentira vergonhosa do ministro das Finanças, que disse na Assembleia da República que não podia, de maneira nenhuma protelar o pagamento desta prestação [da dívida madeirense] num momento em que a Região está com grandes constrangimentos financeiros”. Foi à margem de uma visita ao Teatro Metaphora, em Câmara de Lobos, que Albuquerque disse que “nós não vamos pagar, vamos cumprir o que foi deliberado pela Assembleia da República. Eu penso que o próprio ministro (era o que faltava não cumprir as deliberações da Assembleia da República) já veio dizer que era para prorrogar”. Assim sendo, a Madeira não terá de pagar 48 milhões no dia 21. “Só se mandarem a fragata cá, para nos obrigar a pagar”, ironizou o chefe do Executivo. “Já basta de vergonhas contra a Madeira”, disse.

Comentando a nomeação de Mário Centeno para presidir ao Banco de Portugal, disse não ter opinião, a não ser a de que “os reguladores não funcionam em Portugal”.

“Um dos problemas que nós temos, é um conjunto de corporações que se apoderaram dos recursos do Estado”, considerou. E isso deve-se a uma situação em que “os reguladores não funcionaram bem”. Todavia, considerou Centeno “um homem competente”.

O presidente do Governo Regional da Madeira, Miguel Albuquerque, considerou hoje o grupo de teatro “Metaphora”, em Câmara de Lobos “um exemplo, a nível da criatividade, cooperação e inovação”. O colectivo, que hoje visitou, “tem marcado culturalmente o concelho de Câmara de Lobos e a Madeira” e “tem aproveitado muito bem os programas, por exemplo, o Erasmus”. O presidente foi visitar as novas instalações da associação, que “será depois contemplada com uma residência artística que também será utilizada pela associação para os ensaios, do grupo, para oficinas, para o desenvolvimento dos trabalhos, quer, no âmbito do Erasmus, recebendo aqui na Madeira um conjunto de jovens de diversos países europeus”. Manifestou, na ocasião, a intenção do Governo de “com certeza, apoiar esta associação”.