Marcelo inteira-se no Centro de Saúde do Bom Jesus da estratégia da RAM para a Covid-19

Fotos: Rui Marote

O presidente da República visitou já o Centro de Saúde do Bom Jesus, onde lhe foi explicada a estratégia da Madeira relativamente ao controlo da pandemia da Covid-19, com recurso a diagramas, pelo especialista em saúde pública, o médico Maurício Melim.

Marcelo Rebelo de Sousa, cercado de fortes medidas policiais, entrou no Centro na companhia de diversas entidades regionais, incluindo o representante da República, o presidente do Governo Regional, o presidente da Assembleia Legislativa da Madeira e vários membros do Governo, entre outras entidades. A aguardá-lo, também a vice-presidente do IASAÚDE, Bruna Melim, que com o secretário regional da Saúde, Pedro Ramos, tem sido a cara da actualização constante da situação epidemiológica na Região e dos conselhos de saúde pública a seguir.

O médico Maurício Melim explicou ao presidente a forma como a RAM se procura ir adaptando à imprevisibilidade do novo coronavírus, sobre cujo comportamento ainda faltam evidências científicas consideráveis do seu impacto conforme as circunstâncias, e descreveu também o normal funcionamento do Centro de Saúde do Bom Jesus, em cujas novas áreas o presidente circulou e que verificava terem sido verdadeiramente “postas a brilhar” para a ocasião.

Na oportunidade e a caminho do local, os jornalistas questionaram o chefe de Estado sobre a necessidade de, em meio ao estado de emergência, ter sido dada “uma palavra de conforto”, a esta região ultraperiférica. Marcelo, no entanto, disse que “é preciso ver que o estado de emergência teve a ver com todo o território nacional”, embora admitisse que no caso da Madeira, “havia características específicas”, relativamente ao continente. Porém, “o que interessava era conjugar esforços”. E, deixou no ar, não faltou solidariedade do Estado para com a Região, pois, quer durante o estado de emergência quer fora dele, “houve sempre essa conjugação de esforços”.

“Infelizmente”, disse, procurando justificar não ter vindo mais cedo, “não era possível, pela própria quarentena, estar aqui. Eu achei que devia realmente vir na altura em que fosse levantada a quarentena. Achei que era a altura adequada, para não aparecer com um estatuto privilegiado”, de quem não teria de confinar-se à chegada como todos os outros.

O esquema ilustrativo das medidas tomadas na RAM em relação ao Covid-19, que o médico Maurício Melim explicou ao presidente da República.

Marcelo revelou ter feito o teste um dia antes de vir para a Madeira. “Tinha feito, aliás, o teste habitual 4 dias antes, mas não dava as 72 horas, portanto, tive de repetir, e cá vim. E estava negativo”, congratulou-se.

Na ocasião, o presidente da República falou com trabalhadores e responsáveis dos serviços do Centro de Saúde e congratulou-os pelo trabalho realizado. Depois, seguiu para o Hospital Dr. Nélio Mendonça, com uma forte comitiva que inclui muitas entidades e segurança pessoal. Mas chegou ao Centro de Saúde do Bom Jesus a pé, vindo da Igreja do Colégio, onde, como já referiu o FN, assistiu a missa.

O presidente estará depois em Câmara de Lobos, o único local que esteve sob cerca sanitária na Madeira, freguesia onde almoçará.