Assembleia Municipal aprovou voto do PSD contra atraso de 6 anos em obra da CMF

Os deputados municipais do PSD apresentaram hoje um voto de protesto contra o executivo da Câmara Municipal do Funchal por não ter construído a rede de percursos pedestres. O voto foi extensível à Junta de Freguesia de São Martinho pela “sua passividade, inércia e inabilidade política”.

Bruno Macedo recordou que, no dia 18 de Setembro de 2014, o executivo camarário anunciou a criação de um percurso pedonal entre a freguesia de São Martinho e a freguesia de Santo António. Salientou ainda que esse anúncio foi feito pela vice-presidente da CMF, Idalina Perestrelo, e mereceu honras de cobertura noticiosa que juntou parte do executivo municipal, incluindo o actual presidente.

“Como é costume, e para aparecer na fotografia, foi convidado o presidente da Junta de São Martinho, perito na nobre arte do aproveitamento do trabalho dos outros, enquanto que o presidente da Junta de Santo António era propositadamente esquecido e ignorado”, referiu o autarca.

As notícias anunciavam o arranque da construção do percurso pedonal entre São Martinho e Santo António, o primeiro da rede de percursos pedonais que ia surgir na cidade do Funchal, e que ia ainda unir, para além das duas freguesias já mencionadas, as freguesias do Imaculado e de Santa Luzia e as freguesias de São Gonçalo e Santa Maria Maior.

“Tudo isto foi anunciado e prometido durante a semana da mobilidade porque «a cidade do Funchal não está pensada para os peões» e porque «é essa política que nós queremos alterar na Câmara Municipal do Funchal e começamos já com este percurso», disse, nessa altura, a vice-presidente Idalina Perestrelo”.

De acordo com Bruno Macedo, o próprio presidente da Junta de São Martinho mostrou-se igualmente excitado com a ideia, referindo que «podemos ser de cores diferentes, mas não estamos de costas voltadas. Somos vizinhos e temos de trabalhar em conjunto pela cidade e para cidade e para os funchalenses».

Contudo, adianta o autarca, “1915 dias depois, o percurso que se ia prolongar por três quilómetros, ter sinalética específica, passeios melhorados, exercícios sugeridos, cuidados pensados e arrancar nos dias seguintes, não tem um único metro feito”, salientando que a única “obra” visível se resumiu a um cartaz colado numa estrutura de ferro junto ao centro cívico de São Martinho e que, entretanto, foi removido.

O voto foi aprovado por maioria.