A Águas e Resíduos da Madeira (ARM) afirma ter em curso um conjunto de obras relevantes, com o valor total de cerca 4 milhões de euros, para a melhoria da gestão e funcionamento dos serviços de drenagem de águas residuais (saneamento) sob sua gestão no concelho de Machico. O objectivo declarado é conferir “maior qualidade de vida e segurança à população local, bem como a melhoria da qualidade das águas balneares deste município”.
Os trabalhos a realizar no âmbito destas intervenções visam o aumento da cobertura de serviço e reformulação do destino das águas residuais, através do lançamento de 8 km de novas redes de drenagem; intervenções de melhoria nas redes colectoras já existentes, nas estações elevatórias e nas estações de tratamento de águas residuais deste Município;: a redução dos pontos de descarga directa no meio receptor (linhas de água e mar), como aqueles que se têm verificado nas ribeiras de Machico.
“Infelizmente”, diz a ARM, “ainda se verificam alguns pontos de descargas directamente para as linhas de água, porque, lamentavelmente, muitas habitações ainda não têm ligação às redes colectoras, estas ocorrências são ainda mais graves, nos períodos em que chove muito, pois os resíduos acumulados nas ribeiras são arrastados para o mar, contaminando as águas balneares.
Por isto, a ARM afirma que tem feito um esforço enorme e de investimento financeiro – só em Machico são cerca de 4 milhões de euros, para realizar os trabalhos de remodelação e lançamento de novas redes colectoras de águas residuais, entre outros equipamentos e infraestruturas associados ao sistema de drenagem deste concelho, sobretudo nas freguesias de Machico e aqui no Caniçal, em prol da qualidade ambiental e da saúde pública.
“Relativamente às descargas que a ARM realizou, convém esclarecer de uma vez por todas, que as mesmas foram realizadas nos dias 13 e 27 de Maio, há mais de 3 semanas, no âmbito dos trabalhos de remodelação das redes de drenagem do município e que foram comunicadas às entidades competentes e devidamente acompanhadas pela fiscalização da obra, para que tivessem o mínimo impacto possível no meio natural”, assegura a entidade.
“As descargas decorreram da ligação das novas redes de esgotos na freguesia de Machico. Foi necessário desactivar as antigas condutas que se encontravam muito deterioradas e ligar as novas, tendo ocorrido algum derrame de águas residuais”, admite.
Trataram-se de situações pontuais, que ocorreram há cerca de um mês, visando a melhoria do sistema de saneamento municipal e não uma acção que tivesse por objectivo prejudicar o meio ambiente, como se quis passar publicamente, refere a instituição.
A ARM assegura trabalhar sempre de forma articulada com o município, que é sócio da ARM e garante que “em momento algum, ocultou ou pretende ocultar intervenções deste ou de outro teor”.
“Sabemos que o próprio Município tem também as suas dificuldades, nomeadamente quanto à necessidade de resolução de alguns problemas nas suas redes pluviais, e o que se pretende é unir esforços e trabalhar em sinergia para um bem público e para a melhoria da qualidade de vida da população de Machico. Lamentamos, por isso, o aproveitamento político da situação”, refere o comunicado.
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