Os deputados do PS-Madeira visitaram hoje, acompanhados pelo presidente da Câmara Municipal de Machico, Ricardo Franco, o local onde ocorreu uma descarga ilegal por parte da empresa Águas e Resíduos da Madeira (ARM), situação que interditou o acesso à praia de Machico. A situação, segundo os socialistas, é mais um exemplo do ‘terrorismo’ político que as empresas tuteladas pelo Governo Regional fazem contra os Municípios de cor diferente.
Paulo Cafôfo, porta-voz da acção política, referiu que esta visita surge “na sequência das acusações que a ARM, empresa tutelada pelo Governo Regional, fez à Câmara Municipal de Machico, de descargas de águas residuais, descarga ilegal, feitas na Ribeira de Machico”.
“Ora, além de não ser verdade, está acusação tenta culpabilizar a Câmara Municipal de Machico”, vincou o socialista.
O parlamentar revelou haver “grande indignação por parte da população, a que se associa o Grupo Parlamentar do PS” por saber que “foi a própria ARM que numa remodelação do sistema de drenagem da zona leste, informou a autarquia, como a Direcção Regional do Ambiente e das Alterações Climáticas de que, na sequência dessa obras, iria fazer uma descarga programada”.
Paulo Cafôfo destaca o impacto ambiental que esta situação acarreta, justificando que “estas descargas são lesivas para o meio ambiente”, ainda para mais numa altura em que as zonas balneares são mais procuradas.
O deputado socialista abordou ainda a a alegada estratégia política inerente a esta situação, ao referir: “Temos assistido a um Governo Regional que, através de empresas do sector público, empresas tuteladas pelo próprio executivo, faz ‘terrorismo’ político com as câmaras municipais que não são da sua cor política, ou seja, utilizem essas empresas, como arma de arremesso político”.
Cafôfo declarou que “este acontecimento merece da parte da Câmara Municipal de Machico uma acusação no próprio Ministério Público, não só pela questão ambiental, porque está em causa o ambiente, mas, acima de tudo, pela culpabilização da autarquia que não tem culpa absolutamente nenhuma, pelo contrário, a autarquia foi prejudicada, porque depois de garantir as condições para que a época balnear pudesse decorrer da melhor forma, esta situação veio interditar a praia com a poluição causada pela ARM, que acusou a Câmara”.
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