Dia de desconfinamento na Praia Formosa com banhos entre fugas a caravelas-portuguesas

O dia esteve quente e atraiu muita gente à beira-mar. A Praia Formosa não foi excepção. O estacionamento foi um problema, porque não dava para todos e não faltou quem fosse multado pela PSP. Mas, embora a água até estivesse convidativa, outra constante foram as ubíquas caravelas portuguesas, que recentemente “tomaram conta” das águas da Madeira. De um modo geral, as pessoas aproveitaram o dia de sol e praia cumprindo mais ou menos o distanciamento social, sem grandes ajuntamentos. Máscaras é que era coisa rara, que praticamente só se via na face dos funcionários das esplanadas da zona. Os clientes dispensaram, na esmagadora maioria, esse adereço considerado incómodo, até com a desculpa do ar livre e do acto de comer, beber, fumar, etc.

 

Não faltou quem se aventurasse nas águas, apesar do perigo iminente da “queimadura” daqueles gelatinosos seres que têm aparecido em grandes quantidades nas praias da Madeira e dos Açores. Ao final da tarde, com os últimos raios solares, ainda havia quem o fizesse, entre miúdos e graúdos. Mas não tardavam os gritos e os sinais de aviso: “Elas vêm aí”. A uma dada altura, chegámos a ver uma boa meia dúzia nas águas, bem perto umas das outras. E então, era altura de rapidamente os intrépidos nadadores demandarem terra.

Caravelas portuguesas nas águas da Praia Formosa

 

O desconfinamento tem começado, para os madeirenses, por banhos de sol e de ar puro, com uns banhos rápidos na sua maioria. Vê-se que as pessoas estão ávidas de desfrutar de alguma liberdade e contacto com a natureza. Não devem, porém ser esquecidas as cautelas, porque o novo coronavírus ainda não desapareceu e porque, como avisamos, há outros perigos por aí pelas águas. Fica o aviso, até porque são de esperar enchentes nas praias no domingo.