Albuquerque volta a “atacar” e diz que Marcelo “esquece o trabalho que a Madeira fez”

Estalou definitivamente o “verniz” nas relações Madeira/República, o que na prática representa que o silêncio do governo central e do Chefe de Estado, relativamente às reivindicações da Madeira em matéria de apoios para enfrentar as consequências da Covid-19, foram simplesmente a “gota de água” que fez transbordar o copo. Vários episódios, no passado recente, desagradaram a Marcelo, pensam várias fontes que, agora, o Chefe de Estado “deixou cair” o politicamente correto. Tal como Albuquerque faz agora.

Hoje, na visita ao novo arruamento, em Câmara de Lobos, a Rua Gregório Ornelas, numa homenagem ao antigo líder da Autarquia, Miguel Albuquerque repetiu declarações direcionadas para Marcelo, na sequência do que vem acontecendo nos últimos dias. Criticou o silêncio do Presidente da República face à forma como Lisboa “vem tratando os madeirenses”, E voltou a admitir uma candidatura a Belém, sendo que se tal acontecer não deixa de ser presidente do Governo enquanto decorre o processo de candidatura.

Albuquerque diz que Marcelo esquece o trabalho que a Madeira fez neste âmbito da contenção da Covid-19 e afirma que a Região precisa de 300 milhões de euros para fazer face aos constrangimentos causados pela pandemia. E segundo é publicado nas plataformas digitais do Governo, “reitera não colocar de parte, embora não tenha ainda decisão tomada, o cenário de provocar eleições antecipadas, como resposta àquilo a que chama de «estrangulamento inaceitável que prejudica o povo da Madeira, sem nenhuma razão».

«Isto é inaceitável em qualquer país europeu. É inaceitável no quadro do princípio da subsidiariedade e do desenvolvimento harmonioso que deve presidir ao estado de direito», reforça Albuquerque.

Tal como o Funchal Notícias já referiu, no início desta “abertura” de diferendo, as relações entre Miguel Albuquerque e Marcelo não estavam propriamente em “águas calmas”, sendo que existiram episódios que marcaram sobremaneira a forma como o Chefe de Estado avaliou o presidente do Governo Regional, designadamente a ausência de Albuquerque na sua tomada de posse, a ausência de Albuquerque no acidente do autocarro no Caniço, bem como algumas questões relacionadas com contactos com vários setores socialistas na Região, que terão desagradado ao líder do Governo Regional e que eventualmente poderão ter sido interpretadas como desafiadoras para com as opções de Belém.


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