As consequências sociais e económicas são devastadoras, alertou Rubina Leal na Assembleia

Rubina Leal, deputada do PSD-Madeira, vice presidente do Parlamento, foi secretária da Inclusão no governo anterior. Uma vida de larga experiência nas questões sociais, uma mais valia que lhe permite traçar um quadro relativamente às consequências da Covid-19 na Região. Uma crise social já é visível.

Não foi por acaso que hoje, na sua intervenção durante o debate mensal de abordagem aos efeitos do combate ao vírus, Rubina Leal afirmou quer “estamos agora perante a maior crise sanitária, sem precedentes na nossa época, e temos todos que ter consciência que as consequências sociais e económicas são devastadoras”.

A deputada social democrata recuou no tempo como medida de comparação: “Vivemos até março deste ano um tempo promissor. Crescíamos há 7 anos consecutivos, estávamos com uma taxa de desempego de 5,6% sendo a mais baixa do país, e o nosso PIB crescia continuadamente desde 2015”

Refere que “ao contrário do resto do país, que ainda hesitava nas medidas a adotar, a Região, sem hesitação e com prontidão, encetou um conjunto de medidas de contenção e de mitigação do vírus. O vírus não chegou tarde à Região. Como já ouvi hoje aqui. Aquilo que aconteceu, foi que a Região foi capaz de iniciar ações preventivas, e em rede, para combater a pandemia. O SESARAM capacitou-se, investindo 13 milhões de euros que permitiram adquirir equipamento de proteção individual, material de laboratório, material de consumo clínico e outros bens e equipamentos. Em comparação, o Governo da Repúblico gastou 80 milhões de euros para os mesmos fins, o que significa que a Madeira investiu mais, por habitante, do que o Estado Português, para combater a COVID-19”.

Rubina Leal lembra que “temos mais casos recuperados do que ativos. Até hoje, somos a única Região do país sem óbitos e com o menor numero de casos. É este o resultado das políticas preventivas e açoes concretas desencadeadas pelo Governo Regional, que coloca em primeiro lugar a saúde pública e bem-estar dos madeirenses e porto-santenses.”


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