UGT-Madeira vai associar-se a celebrações do 1º de Maio junto ao Monumento ao Trabalhador Madeirense

A UGT-Madeira associar-se-á, no dia 1 de Maio, junto ao Monumento do Trabalhador Madeirense, pelas 12 horas, a outras entidades, depositando flores “em louvor das conquistas de todos os trabalhadores”, refere o presidente da central sindical na RAM, Ricardo Teixeira de Freitas. Num comunicado, a UGT refere que, no 1º Maio, recordará e saudará, os trabalhadores e os seus sindicatos, “que com o seu exemplo e esforço, lutaram pelos direitos laborais, pela liberdade e pela democracia que hoje desfrutamos”.

A UGT Madeira diz-se preparada para prosseguir o caminho, lutando pelo emprego digno e com direitos, por mais rendimento para os trabalhadores, por maior igualdade de oportunidades, e de género, e pelo desenvolvimento sustentável.

“Neste tempo de emergência e de calamidade, temos assistido a um esforço enorme por parte de todos, onde destacamos todos aqueles trabalhadores, que têm permitido uma resposta aos desafios que esta pandemia apresenta, com profissionais da saúde, da segurança interna e protecção civil, dos que nos asseguram os serviços essenciais e dos que nos garantem alimentação, educação, assistência aos nossos maiores e aos mais necessitados”, refere um comunicado.

No geral, os trabalhadores têm sido confrontados com um regime excepcional, onde a suspensão dos seus contratos se generalizou e, em muitos casos, viram os seus postos de trabalhos extintos. Por isso, a UGT vai celebrar este dia “com apreensão e simultaneamente com confiança no futuro”.

“O desemprego, a precariedade, a previsível dificuldade no processo de recuperação económica, assim como a necessidade de ultrapassarmos uma eventual crise social, leva-nos a exortar, todos, a encontrar uma força interior, que nos permita não nos resignarmos e onde a luta pela justiça social, pelo trabalho digno, e pela igualdade de oportunidades, seja reforçada”, diz a nota enviada às Redacções.

A UGT Madeira salienta que tem defendido que deve ser reforçado o papel da concertação social, “pelo que solicitamos a convocação, urgente, da Comissão Permanente da Concertação Social da RAM, por forma a discutirmos desde já os desafios e objectivos do plano do processo de retoma das actividades económicas, e ainda, o processo gradual de desconfinamento”, refere a central sindical. “A democracia não está suspensa”.

“Queremos para terminar, expressar o nosso respeito e admiração, pela nossa população sénior, que tanto ajudou na construção dos nossos direitos e que se encontra, esperamos que por pouco tempo, confinada. Queremos vos dizer que se constituem como nossos guias e que é aos “vossos ombros” que nos permitimos ver, mais longe”, refere o documento assinado por Ricardo Freitas.