Casa do Povo do Porto Santo “sem atividade”, acusa e estranha o movimento de José António Castro

O Movimento Mais Porto Santo lamenta que, numa altura em que era mais precisa, a Casa do Povo da Nossa Senhora da Piedade, no Porto Santo, “esteja sem qualquer actividade aparente”. Esta tomada de posição sobre o assunto é feita através de uma nota do movimento, emitida há pouco. Lançando uma questão sobre “se esta inércia não será deliberada, livre e consciente para, com fins políticos, premiar outras instituições como a Junta de Freguesia do Porto Santo”.

“Em contexto de pandemia -e quando outras Casas do Povo da Região são parceiras, inclusivamente, na gestão do fundo de emergência criado por causa da COVID-19- a congénere do Porto Santo vê as oportunidades passar ao lado, com a conivência do Governo Regional”.

O Mais Porto Santo lembra, por exemplo, “que as Casas do Povo da Camacha, São Roque e São Gonçalo são parceiras escolhidas pela Secretaria Regional da Inclusão e Cidadania para gerir verbas do Fundo de Emergência para Apoio Social para aqueles que estão em situação de lay-off, ficaram desempregados ou sofreram perdas de rendimento motivadas pela pandemia COVID-19”.

Além disso, refere a nota de José António Castro, “em contraciclo com a inactividade, a Casa do Povo da Nossa Senhora da Piedade, acaba de ser abonada com uma verba de 2.625,00€ (prossecução das suas atividades de promoção do desenvolvimento social, económico e cultural) +7.375,00€ (funcionamento e custos fixos), conforme se atesta pelas Resoluções n.º 216/2020 e 2017/2020 do Conselho de Governo Regional publicada a 24 de abril de 2020, no JORAM, onde se dá conta dos 37 contratos-programa celebrados com as Casas do Povo”.

O Mais Porto Santo “pede que a Casa do Povo seja mais proactiva e não se limite a torneios de pesca desportiva, a abrir as suas portas ao Conservatório de Música através de protocolo ou à Banda Filarmónica, fundada em 1986, ela própria algo moribunda na actualidade. À Casa do Povo compete a salvaguarda do património cultural mas também o desenvolvimento social e económico, mais a mais na actual conjuntura de dificuldades económicas.


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