PCP enche sede de militantes a cantar a “Grândola” e os hinos de Portugal e da Região

O PCP fez questão de assinalar, hoje, o 25 de Abril, com um encontro na sua sede, à Rua João de Deus, no Funchal, que atraiu múltiplos militantes. Muitos indefectíveis e históricos do PCP na Madeira, a par dos vultos mais proeminentes do partido e também militantes de base, juntaram-se para cantar, a uma só voz, o “Grândola” e os hinos de Portugal e da Madeira.

Bandeiras esvoaçavam nas janelas, os comunistas, orgulhosos da Revolução de Abril, desceram também ao passeio e comemoraram, à sua maneira, a reconquista da liberdade no que já se afigura um longínquo 25 de Abril de 1974. Porém, as conquistas são para comemorar também hoje, entende o PCP, que não abdica das mesmas, e que tem sido prolífico na entrega de projectos de resolução na Assembleia Legislativa da Madeira em pleno período de pandemia, acusando múltiplas empresas de se aproveitarem da situação causada pelo Covid-19 para porem em causa direitos dos trabalhadores.

O partido não desarma e continua a reclamar o 25 de Abril como uma das suas principais datas. E foi isso que fez, com  o entusiasmo habitual, embora temperado pelas circunstâncias actuais: muitos eram os militantes com máscaras, de diferentes cores e características.

“Mantenham a distância de segurança!”, apelava-se. E foi, regra geral, o que os comunistas fizeram. Pena foi que no final da cerimónia os cuidados afrouxassem e se formassem alguns pequenos grupos em conversa. A alegria de celebrar Abril foi tanta que os cuidados de distanciamento social acabaram por ser algo descurados, embora por muito pouco tempo.

 


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