Brício Araújo (PSD) defendeu um “Pacto da Autonomia” na sessão do 25 de abril na Assembleia

O vice presidente da bancada parlamentar do PSD foi o único representante social democrata na reduzida sessão comemorativa dos 46 anos do 25 de abril de 1974. E justificou que, estando sozinho, respeita ao Parlamento, mas também “a nossa população, que cumpre e colabora com todas as recomendações de confinamento e contenção”.

Como mensagem central, Brício Araújo disse que “este é o momento em que todos os partidos têm de se unir num compromisso alargado efirme que envolva todas as sensibilidades e todas as forças, por forma a ultrapassar todas as resistências teimosas e os preconceitos centralistas. A Região tem apresentado um desempenho de Governação de excelência, de grande rigor e disciplina financeira, de boas contas públicas e de uma enorme astúcia política, e não pode continuar a ser prejudicadapor força desse bom desempenho… a Região tem de liderar um processo sério que nos leve rapidamente à recuperação económica… com liberdade e com autonomia… é preciso por fim às desconfianças infundadas relativamente à Madeira. Os tempos são muito difíceis… provavelmente nunca tivemos um desafio desta magnitude e, por isso, em nome do nosso povo, é tempo de assumirmos, todos, um verdadeiro Pacto da Autonomia, colocando de parte todas os pequenos entraves que possam perturbar umcompromisso final forte que sirva a Região e os Madeirenses

O deputado disse que “hoje posso estar só perante vós, mas apresento-me aqui, assumindo, acima de tudo, a representação de um povo, de um povo humilde, estoico e valente, que recorda os grandes momentos da sua história, de um povo justo, que homenageia os seus heróis, mas, hoje, também, um povo expectante, apreensivo, perante um circunstancialismo sombrio que suspendeu a liberdade conquistada num país em estado de emergência”.

Um povo que “hoje, sem euforias e sem exuberâncias, numa altura em que todos os recursos públicos se devem destinar ao essencial” recorda esta data e que, “de uma forma discreta, serena e contida, assinala a liberdade e homenageia os seus heróis, os verdadeiros heróis da liberdade, alguns talvez ainda anónimos, porque muitos construíram essa liberdade de uma forma humildemente discreta”, aqueles que “enfrentaram um regime cegamente autoritário, aqueles que nunca deixaram de lutar pela liberdade, que foram perseguidos, presos e torturados nessa luta da liberdade, aqueles que serviram a pátria e que durante aqueles anos de escuridão sacrificaram vidas pessoais, e até perderam a própria vida”.

Brício Araújo diz que “um povo que homenageia todos os que um dia acreditaram e se encheram de coragem e determinação e construíram um novo caminho de liberdade e de esperança” e que também, “se solidariza com todos aqueles que continuam a ser vítimas de incompreensíveis regimes totalitários”.


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