Ireneu no Comando Operacional para relevar papel das Forças Armadas

O Representante da República para a Madeira, enquanto entidade que na Região é responsável pela execução das medidas do “estado de emergência”, deslocou-se hoje ao Comando Operacional da Madeira, onde agradeceu todo o trabalho que as Forças Armadas, em geral, têm feito no âmbito da prevenção e combate à Covid-19.

Relativamente a este encontro, o Comando Operacional divulgou uma nota onde lembra que “no atual Quadro de Contingência da pandemia COVID-19, ao nível do apoio militar de emergência, compete ao Comandante Operacional da Madeira (COM) coordenar a participação de forças e meios das Forças Armadas que lhe sejam atribuídos para ações de proteção civil na RAM. Neste sentido, o COM tem coordenado a satisfação de mais de duas dezenas de pedidos de apoio que lhe têm sido submetidos por diversas entidades, nomeadamente do âmbito da Secretaria Regional de Saúde e Proteção Civil, da Secretaria Regional de Inclusão Social e Cidadania, das Forças e Serviços de Segurança e do Estabelecimento Prisional do Funchal, entre outros. De entre estes, destaca-se:
– A realização, pela Força Aérea, de oito voos em que foram transportadas cerca de 7 toneladas de material diverso incluindo, material hospitalar, material de proteção individual (fatos descartáveis, viseiras de proteção, máscaras e luvas), material de descontaminação, etc.
– A instalação de duas tendas, cada uma delas com 6 camas, no espaço exterior afeto ao Hospital Dr. Nélio Mendonça, a pedido da Secretaria Regional de Saúde e Proteção Civil, ação executada pelo Exército a solicitação do COM. Foram também disponibilizadas condições, numa unidade militar do Exército, para alojamento de pessoal e estacionamento de 10 viaturas médicas de emergência (EMIR), em caso da eventual necessidade de deslocalização de equipas de saúde e proteção civil.
– Numa ação conjunta do COM e do Comando da Zona Militar da Madeira (CZMM), foi apetrechado o Centro de Alojamento para Sem-Abrigo, no Parque Desportivo dos Trabalhadores, no Funchal, com 50 camas articuladas, 50 cadeiras e 40 mesas.
– A pedido da PSP, foram cedidas e instaladas na fronteira da freguesia de Câmara de Lobos, pelo Exército, duas tendas para apoio a postos de controlo rodoviário na cerca sanitária.
A mesma nota releva, ainda, “a edificação, pelo Exército, de um Centro de Acolhimento no Funchal, no Regimento de Guarnição nº 3, para doentes não-COVID, que não necessitem de cuidados especiais, o que permitirá aliviar as estruturas hospitalares em caso de necessidade. Existem a nível nacional, treze centros de acolhimento que são disponibilizados a pedido da Proteção Civil ou das autoridades de Saúde. Para auxiliar na gestão destes espaços, o EMGFA constituiu uma “bolsa de voluntários” com pessoal oriundo da chamada “família militar”. Responderam perto de 8.000 voluntários, entre ex-militares, familiares destes e pessoas com afinidades à Instituição Militar, muitos deles na área da saúde. Esta bolsa visa, também, reforçar as capacidades dos Polos do HFAR. Para a Madeira, voluntariaram-se 111 pessoas, entre as quais 1 de Porto Santo e 15 do continente. Destes 111 voluntários, 27 estão já ligados à área da saúde, nomeadamente à medicina, psicologia, farmacêutica, socorrismo, auxiliares de ação médica, bombeiros, socorristas e auxiliares de transporte de ambulâncias.

Face à necessidade de continuar a garantir a desinfeção de novos locais e equipamentos, está em curso em todo o País a constituição de 80 equipas militares, que permitirão a limpeza, higienização e desinfeção de escolas, lares e viaturas. De momento encontram-se em formação na Zona Militar da Madeira, duas destas equipas, envolvendo um total de 10 militares, mas outras deverão vir a ser criadas. Pretende-se ainda que a ação junto das escolas seja acompanhada de ações de sensibilização junto dos alunos e da elaboração de um manual sobre procedimentos e normas de conduta a observar na proteção individual e na desinfeção de espaços.
A colaboração das Forças Armadas em ações de proteção civil é normalmente solicitada pelo membro do Governo Regional que tutela a proteção civil, ao Comandante Operacional da Madeira, devendo este dar conhecimento ao Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMGFA). O COM fará a análise da situação para determinar o tipo de apoio e a mobilização rápida dos recursos existentes, solicitando aos Comandos da Zona Marítima da Madeira e Zona Militar da Madeira, ou ao Comando Aéreo, o acionamento das capacidades.


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