O Presidente da República assinou o decreto de “estado de emergência” que vai vigorar em Portugal entre 18 de abril e 2 de maio. Será, espera Marcelo, o último estado de emergência no País devido à Covid-19.
O Chefe de Estado falou hoje ao País para explicar as três razões que suportam este decreto:
1 – A tarefa nos lares precisa de mais algum tempo. Detetar, despistar, isolar, preservar. Importante para quem lá vive, mas também para quem está cá fora.
2 Somos o quarto país da Europa que mais testa por milhão de habitantes. Temos de continuar a estabilizar o número diário de internamentos, no geral, mas também nos cuidados intensivos, para assegurar que o Serviço Nacional de Saúde tem condições para responder ao aumento progressivo de contactos sociais.
3 A presente renovação está pensava que dá tempo e espaço ao Governo para definir critérios, para estudar e preparar para no fim de abril a abertura gradual da sociedade, a áreas e setores. O objetivo é criar confiança nos portugueses para que possam sair de casa, reatando paulatinamente a sua vida.
Marcelo deixou, ainda, duas dúvidas com resposta possível neste momento? duvidas finais, a primeira será que maio poderá corresponder às expetativas criadas? Tudo dependerá do que conseguirmos alcançar até fim de abril, será medido dentro de duas semanas. Será possível suportar tantas privações? O cansaço aperta e a sensação que o pior já passou. É importante evitar a desilusão. Ainda nos falta o mais difícil. Nós não queremos morrer na praia. Isto não é um milagre, é fruto de muito sacrifício. O milagre é Portugal”.
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