SPEA desafia a contar Mantas e Milhafres da janela da sua casa

A Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA), convida os residentes nos arquipélagos dos Açores e Madeira a contar milhafres ou mantas a partir de casa durante o mês de abril.

Esta iniciativa pretende manter viva a iniciativa do Censo de Mantas e Milhafres que vinha sendo desenvolvido há 14 anos e que, pela primeira vez, este ano não poderá ser realizado nos moldes habituais.

O XV Censo de Mantas (Buteo buteo harterti) na Madeira e de Milhafres (Buteo buteo rothschildi) nos Açores, previsto para o fim-de-semana de 4 e 5 de abril foi cancelado, em virtude do plano de contingência para evitar a propagação do Covid-19.

Por este motivo, a SPEA convida a todos os colaboradores deste censo e novos interessados a contar durante o mês de abril estas aves desde a sua janela, varanda ou jardim.

A proposta é dedicar algum tempo, preferencialmente entre as 10h e às 14h, a observar o céu e contar os milhafres ou mantas que podem ser vistos do seu domicílio. Esta informação poderá ser enviada para a SPEA até 30 de abril, através da aplicação PortugalAves/eBird, por e-mail ou diretamente no evento do Facebook criado para o efeito.

Embora esta iniciativa não permita avaliar a tendência populacional da espécie este ano, uma vez que não será possível repetir a metodologia de anos anteriores, os dados recolhidos contribuirão para um melhor conhecimento da distribuição da espécie.

As mantas ou milhafres são espécies emblemáticas dos arquipélagos da Madeira e dos Açores, sendo os autênticos protagonistas do céu diurno no mês de abril e tendo um papel importante no controlo de pragas, como por exemplo os roedores.

No caso dos Açores, o milhafre ou queimado é a única espécie de ave de rapina diurna que reside no arquipélago.

Na Madeira, além da manta, existem outras três espécies de rapina: o fura-bardos, o francelho e a coruja-das-torres.

De acordo com Cátia Gouveia, Coordenadora da SPEA-Madeira “Com esta contagem, pretendemos fomentar a observação de aves em espaços urbanos e continuar a treinar observadores para o censo dos próximos anos. É, sem dúvida, uma excelente oportunidade de disfrutar da natureza desde o conforto e segurança do seu lar”.