USAM aponta riscos e problemas associados à juventude trabalhadora

Iniciativa da USAM, este sábado, contra o trabalho precário.

A União dos Sindicatos da Madeira (USAM) veio hoje transmitir que, por força da actual pandemia do novo coronavírus, foram suspensas as acções que se iriam realizar, relacionadas com o Dia Nacional da Juventude Trabalhadora. Porém, garante que a acção reivindicativa não cessará nestes dias difíceis. Considerando que a actual situação demonstra bem a necessidade de apostar num Serviço Regional de Saúde forte, a USAM aponta todavia a “vulnerabilidade” dos seus trabalhadores, inclusive jovens.

“Multiplicam-se os casos de jovens trabalhadores cujos contratos precários não foram renovados, de trabalhadores forçados a tirar férias, de trabalhadores cujos baixos salários sofreram um rude golpe e numa altura em que aumentam as incertezas sobre como irão fazer face ao pagamento das despesas mensais”, refere a USAM.

Mais uma vez, em foco fica também o Call-Center da Meo, que também tem estado na mira de forças políticas como o PCP, com a USAM a denunciar aqui que os mesmos trabalham em “condições extremamente perigosas para a sua saúde e indirectamente dos seus familiares”, uma situação também já denunciada pelo sindicato do sector, o SINTTAV.

Para satisfazer as necessidades daqueles que têm de ficar em casa, estão também a trabalhar numerosos estafetas, maioritariamente jovens, “sem qualquer plano de contingência e equipamento de protecção e segurança”.

A USAM diz que é preciso estar atento aos direitos dos trabalhadores, “porque não queremos viver no medo e na incerteza”.