Turistas continuam passeando em grupo pelo Funchal

A Madeira é uma Região de grande incidência turística e, por isso, uma crise desta natureza, como a que nos impõe o coronavírus COVID-19, tem efeitos ainda maiores se a situação não for “atacada” a seu devido tempo, com particular atenção para portos e aeroportos, no fundo as portas de entrada na Região.

O Governo Regional tem vindo a tomar medidas fortes para procurar a contenção do vírus, há já uns dias solicitou a intervenção das mais altas entidades nacionais, como o Presidente da República e o primeiro-ministro, no sentido de assumirem uma posição de encerramento dos aeroportos da Região, uma vez que a proibição nos portos já tinha sido tomada pelo Governo Madeirense. De Lisboa, a resposta foi nada e as únicas ligações que encerram são aquelas que ligam Portugal a Espanha, quer de forma aérea, quer terrestre.

Por cá, o Governo Regional respondeu a essa falta de resposta nacional com a imposição da quarentena a todos aqueles que cheguem ao Aeroporto, mas a medida não garantia, por si só, que a Madeira não iria ter um primeiro caso, e teve, de uma turista que chegou no dia 12 de março, antes da declaração de quarentena. Andou pela Região, pelo hotel onde se hospedou, contactou pessoas.

Esta realidade chama-nos para uma outra, a de que é mesmo importante ficarmos em casa. Outra realidade é que as entidades estão muito presas a formalismos, sendo que se é para aplicar o Estado de Emergência, aplique-se já, sendo que os portugueses não entendem como é que uma decisão de agendamento de reunião do Conselho de Estado fique para amanhã, quarta-feira.

Por cá, pelas redes sociais, sucedem-se as imagens com turistas passeando pela cidade, turistas que certamente terão informação dos seus países, estarão suficientemente informados e, mesmo assim, passeiam em grupo, fazem precisamente o contrário das recomendações.

As imagens que asui publicamos, da autoria de Herberto Pereira, foram obtidas, com a devida vénia, no Facebook. Mais do que as palavras, elas ilustram a perfeita inconsciência dos que nos visitam, idêntica a tantas que temos acompanhado pelas televisões e que nos fazem refletir sobre as sociedades, os conhecimentos e a falta de senso.

O que falta para uma “Emergência”?


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