
Num momento em que o Serviço Regional de Saúde já tem no terreno a estratégia de prevenção e intervenção para os eventuais casos de coronavírus, com uma sala especifica para receber os doentes e um programa de informação de utentes e formação dos profissionais dos diferentes departamentos da Saúde, acontece uma situação de “asfixia” do Serviço de Urgências, classificada como “um caos” por quem ali trabalha todos os dias.
O Funchal Notícias sabe que, nos últimos dias, a prestação normal de assistência no serviço de Urgência é obrigada a conviver com mais de três dezenas de doentes em espera, uns aguardando internamento, outros, ainda que menos, aguardando regresso a casa, em situações que configuram altas problemáticas, mas todos permanecendo em salas exíguas e com luz em permanência à espera que um destes dias tenham o devido encaminhamento.
A falta de camas é um dos problemas apontados, mas há quem aponte a “falta de estratégia global” como outro factor determinante, contribuindo para situações desta natureza, que não sendo novas, ganham uma maior dimensão num momento em que a unidade hospitalar recomenda determinados procedimentos aos utentes e, depois, tem esta realidade num serviço onde diariamente poderão circular milhares de pessoas, com os correspondentes riscos para quem recorre ao serviço, mas também para os profissionais que ali exercem e que, face à realidade, enfrentam problemas na prestação em condições recomendáveis.
Esta situação, apesar de não ser nova, surge num contexto em que a Saúde tem estado na ordem do dia do debate político, com o Governo Regional a sentir dificuldades para gerir, com eficácia, aquela que foi a estratégia de acordo do governo de coligação, entre PSD e CDS, relativamente à nomeação do diretor clínico, missão entregue aos centristas, sendo que já existem dois nomes “queimados” na praça pública, designadamente a médica Filomena Gonçalves, que se excluiu depois de ver o seu nome, como a própria afirmou, “enxovalhado”, o mesmo acontecendo com o médico Mário Pereira, nomeado e empossado por pouco tempo, saindo pela porta pequena mas com um lugar à espera, a comissão de acompanhamento do novo hospital, como forma de compensação que deixa muitas dúvidas em vários quadrantes político partidários.
Fontes contactadas pelo FN dizem, no entanto, que esta situação das Urgências, não iria ser resolvida mesmo que o lugar de diretor clínico já estivesse preenchido, entendem que seja qual for o nome indicado irá enfrentar a necessidade de convencer o poder político a mudar a estratégia, por forma a que estas situações sejam resolvidas ou esbatidas enquanto não se constrói o novo Hospital.
Descubra mais sobre Funchal Notícias
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.





