A Juventude Social-Democrata (JSD) realiza hoje, a nível nacional, um referendo interno sobre a legalização do consumo de drogas leves, a partir dos 21 anos.
“Concordas com a despenalização e regulamentação da venda de cannabis para fins pessoais por adultos com idade igual ou superior a 21 anos”, é a pergunta que os membros da JSD estão a repsonder.
Todos os militantes da JSD – que são perto de 30 mil – podem participar nesta consulta.
A consulta interna sobre o tema era um compromisso assumido pela actual líder nacional da JSD, Margarida Balseiro Lopes.
Quem já reagiu a esta iniciativa foi Nelson Carvalho.
“Como profissional de saúde, pai e cidadão sinto-me estupefacto com este referendo e, sobretudo com as suas razões subjacentes. Tive oportunidade de ler o documento e deparei-me com uma série de argumentos infundados do ponto de vista técnico-científico”, revelou.
“Mais estarrecido fiquei com a frase [Foi colocada na pergunta um limite mínimo de idade, por se considerar que “não estão avaliados os impactos” do consumo entre os 18 e os 21 anos.] onde se argumenta que se utiliza o limite de idade porque não estão avaliados os impactos do consumo entre os 18 e 21 anos? Isto só pode ser uma brincadeira de mau gosto”, desabafou.
“A JSD Nacional quer mais provas de a cannabis é responsável entre outras coisas pela precipitação de 25% dos episódios de episódios psicóticos nas esquizofrenias? Quer mais estudos para provar o impacto do THC no Hipocampo (estrutura cerebral responsável pela aprendizagem e memória), nos jovens?”, pergunta.
“Na democracia não pode valer tudo. A legalização da cannabis é, foi e será sempre uma questão política, nunca uma questão científica porque a ciência e o conhecimento científico sabem os seus perigos. Será esta uma causa prioritária para os nossos jovens? Querem marcar a agenda política? Façam-no com a apresentação de iniciativas úteis e necessárias para a nossa juventude”, remata.
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