CDU denuncia inércia governativa e camarária na protecção da Zona Velha do Funchal

A CDU esteve hoje, domingo, no centro histórico do Funchal, para denunciar a inércia dos governantes nos seus deveres de protecção desta zona. A deputada municipal Herlanda Amado considerou que a degradação e falta de rigor e de exigência na preservação da Zona Velha da Cidade do Funchal, classificada como conjunto arquitectónico de valor regional, têm como responsáveis o Governo Regional e a Câmara Municipal do Funchal, que partilham responsabilidades directas na salvaguarda daquela área, conforme as recomendações do Conselho Cultural da Europa e da UNESCO.

A CDU tem acompanhado um conjunto de problemas que se agravam na Zona Velha do Funchal, numa “dinâmica de retrocesso” que contraria as recomendações do Conselho Cultural do Conselho da Europa para as zonas classificadas como de valor arquitectónico e cultural.

Para a CDU, há exemplos flagrantes e abandono de espaços públicos que deveriam salvaguardar o que de genuíno e pitoresco ainda existe naquele centro histórico. “Existem exemplos flagrantes deste desleixo e negligência dos governantes”, referiu Herlanda Amado, dando como exemplo o abandono da Capela do Corpo Santo que está, há anos, encerrada; o Espaço para Exposições, no Largo do Corpo Santo, que continua fechado ou ainda o encerramento da única Oficina de Restauro de Mobiliário Antigo no Centro Histórico do Funchal.

A CDU também está preocupada com o bem-estar das pessoas que ali moram, que “muitas vezes se sentem abandonadas e desrespeitadas pelos governantes”.

“É necessário que todos sejam envolvidos nesta discussão, onde devem ser avaliadas as questões patrimoniais, sociais e habitacionais, turísticas e na sua ligação directa ao comércio. Todos são importantes no desenvolvimento do Funchal e não podem ser postos de lado”, considera a CDU, que por essas razões, pediu um debate específico sobre a Zona Velha, que se realizará já no próximo dia 12 de Fevereiro.