Secretários da Saúde e da Educação foram à ALRAM defender a sua “dama” na discussão do orçamento

Os secretários regionais da Educação e da Saúde estiveram hoje no hemiciclo da Assembleia Legislativa da Madeira para prestar esclarecimentos relativamente às respectivas áreas de actuação, no âmbito do debate do Orçamento para 2020 na especialidade. Jorge Carvalho, pela sua parte, fez a apologia do que no orçamento lhe diz respeito, considerando o documento favorável aos interesses de professores, funcionários das escolas, famílias, alunos e assim por diante.

Frisando a acção governativa na regularização do tempo de serviço dos professores, na contratação de novos funcionários e a aposta na construção e melhoria do parque escolar da RAM, Jorge Carvalho afirmou também as estratégias modernistas para proporcionar aos alunos melhores condições de aprendizagem, com a introdução de tablets e outros “gadgets”, e bem assim, manuais digitais gratuitos. Enfrentou alguma contestação da oposição, mas no geral sustentou firmemente a sua posição. Já o mesmo não pode exactamente ser dito de Pedro Ramos, que teve de enfrentar numerosas críticas ao estado da saúde na Região. Embora tenha apresentado um rol de medidas que passam pela aposta nos cuidados de saúde primários, melhoria da cirurgia de ambulatório e planos para resolver as altas problemáticas, Ramos teve de ouvir, da bancada socialista, fortes críticas à polémica verificada em torno da direcção clínica proposta pelos centristas e que culminou com Filomena Gonçalves a afastar-se de todo o processo, depois de uma votação claramente contrária à sua liderança. Victor Freitas, do PS, também apontou o aumento das listas de espera para intervenções cirúrgicas. Este ano, garantiu Pedro Ramos, serão realizadas mais de 3500 cirurgias. O seu partido, porém, foi acusado de prometer sempre a mesma coisa, sem efectivamente resolver as questões.