Coleções e concertos da Gulbenkian vão passar pela Madeira

As coleções e os concertos da Fundação Calouste Gulbenkian vão passar pela Madeira. Esta novidade foi dada a conhecer pelo gabinete de comunicação do Parlamento na sequência de um protocolo que será celebrado entre a Assembleia Legislativa da Madeira e aquela instituição.
A “Gulbenkian Itinerante” já partilha com várias localidades do país a programação artística da Fundação, com exposições de obras de arte, mas é a primeira vez que este riquíssimo acervo vai ser admirado na Região.
O “acordo princípio” foi alcançado, em Lisboa, entre o Presidente da Assembleia Legislativa da Madeira, José Manuel Rodrigues, a Presidente da Fundação Calouste Gulbenkian, Isabel Mota, e o Administrador Executivo da Fundação, Guilherme d’Oliveira Martins. Os eventos culturais vão acontecer na sede do parlamento madeirense. “A ideia é levar um conjunto de exposições de artes plásticas de alta qualidade da Fundação à Madeira, por via da Assembleia Legislativa e com exposição no Salão Nobre”, explicou José Manuel Rodrigues, no final da reunião.
Além das obras de arte, o programa inclui concertos da instituição.

José Manuel Rodrigues destaca que esta é uma colaboração de “extrema importância, porque é dar a ver aos madeirenses um conjunto de manifestações culturais a que muitas vezes não estamos habituados porque esses eventos não chegam à Região Autónoma da Madeira”.
“Os madeirenses (..) têm uma dívida de gratidão com esta Fundação porque ao longo de muitos anos as suas bibliotecas itinerantes ajudaram a formar muitas gerações e ajudaram a que muitos jovens pudessem aprender a ler e a escrever”, salientou o Presidente da Assembleia Legislativa da Madeira. Recorde-se, que durante mais de quatro décadas, as Bibliotecas Itinerantes da Gulbenkian levaram a todo o país livros que foram selecionados por muitos pedagogos e escritores, entre eles está poeta madeirense, já falecido, Herberto Helder. Estima-se que o projeto chegou a mais de dois milhões de pessoas que de outra forma não teriam lido os livros que leram.
“Este projeto Gulbenkian Itinerante volta assim a ser um ponto central, também, nas relações entre a Região e a Fundação”, disse José Manuel Rodrigues.