PSD critica alegada incapacidade da CMF resolver as perdas de água no concelho

O PSD-Madeira criticou hoje a gestão da CMF, nomeadamente na alegada incapacidade em resolver as perdas de água no concelho.“Não basta anunciar grandes investimentos, que não passam de intenções, quando não temos vontade nem capacidade para resolver os problemas e para corresponder, por essa via, às necessidades diárias da cidade do Funchal e de cada um dos nossos Munícipes”, disse vereadora do PSD Paula Menezes. A declaração, na primeira reunião do Município deste ano, trouxe à discussão “números casos de perdas de água na rede, porque, na realidade, continuamos a verificar uma total inoperância, por parte da Câmara Municipal do Funchal, em resolvê-los, pese embora os nossos alertas”. Paula Menezes diz que a situação é inaceitável porque “a água que é abastecida à cidade do Funchal seria suficiente para abastecer a ilha inteira”.

Reconhecendo que a Câmara Municipal do Funchal tem vindo a anunciar o investimento e candidaturas a projectos nesta área, na perspectiva do longo prazo, Paula Menezes salienta, todavia, que esta é uma intervenção necessária mas que não resolve, só por si, os restantes problemas diários, relativamente aos quais é fundamental que se assegure uma resposta célere e eficaz, “resposta essa que não tem existido”.

A este propósito lembra, aliás, que o PSD já apresentou propostas e já defendeu, por diversas vezes, junto do Executivo, o reforço das equipas de piquete e de reparação, assim como dos meios associados a estas intervenções, paraa garantir a solução atempada das mesmas.

“No nosso entender, há e tem de haver, nesta matéria, dois tipos de intervenção: uma a longo prazo, relacionada com investimentos que precisam de ser feitos – até porque a autarquia, nos últimos anos, pouco ou nada tem investido na rede – e, outra, a curto prazo, no imediato, que vise a resolução rápida e eficaz do que acontece no dia-a-dia”, defendeu a vereadora do PSD, sublinhando que esta falta de capacidade em responder às necessidades do quotidiano das populações que vivem no concelho do Funchal é, infelizmente, transversal a todas as áreas.