Prada diz que “não é aceitável tanta morosidade” da Justiça em Portugal

 

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José Prada, vice presidente da Assembleia Regional, esteve hoje presente na cerimónia de abertura do ano judicial, representando o Parlamento Madeirense no Palácio Nacional da Ajuda e sublinhando, na página “parlamento mais perto”, que não é aceitável “tanta morosidade” da Justiça em Portugal.

A morosidade foi um dos assuntos debatidos na cerimónia, com o Presidente da República a sublinhar que o prestígio social da justiça é um dos cinco desafios do sistema judicial, defendendo um aumento do salário dos magistrados superior ao do primeiro-ministro.

O bastonário da Ordem dos Advogados, que toma posse a 14 de janeiro, falou em nuvens negras sobre a Justiça, falando especificamente com críticas à criação de um grupo de trabalho para criar o sistema de delação premiada.

Relativamente ao vice presidente da ALRAM, José Prada, abordou na página parlamentar as criticas à forma como a justiça portuguesa tem vindo a funcionar, “com processos que se arrastam no tempo, com alterações ao sistema que tardam, com a falta de meios humanos e materiais que não se colmatam, com injustiças que se mantêm pese embora os alertas e com leis que não se aplicam ou que, quando se aplicam, não penalizam efetivamente os infratores, segundo o principio elementar de qualquer modelo judicial”.

Prada considera que “a estratégia do Governo da República, nesta área, tem de ser outra.  Não é aceitável tanta morosidade.  Não é compreensível a falta de resposta a quem mais precisa.  Não é assim que credibilizamos a justiça nem muito menos os seus atores”.